Adaptado do livro escrito por Rick Yancey, A Quinta Onda estreou essas semanas nos cinemas mundiais e como todo blockbuster infanto-juvenil, levou milhares de pessoas para assistir em apenas 2 dias.

O filme, assim como o livro, é narrado por Cassie (Chloe Moretz), uma jovem normal, com sua paquera, melhor amiga e ódio do ensino médio. A vida de Cassie, e de todos cidadãos do planeta Terra, muda quando uma nave alienígena desconhecida paira sobre os Estados Unidos (como sempre) e começa a atacar a humanidade através de ondas.

O primeiro ato do longa explica sobre a vida de Cassie, a invasão, os personagens secundários e o pânico global, que é bem interessante e tenso, como deveria ser uma invasão alien.

Na primeira onda, um pulso eletromagnético tira a energia de todo o planeta, celulares, carros, aviões, TV’s, tudo. Tenho que admitir que todos as ondas e seus efeitos são muito bem apresentados, fator influenciado pela narração em primeira pessoa. Apesar disso, duas histórias são paralelamente desenvolvidas, o que acaba deixando tudo para depois.

O filme começa muito tenso e te deixa curioso, excitado e empolgado, mas depois destrói tudo isso com mais um romance desnecessário como em todo filme teen. Digo, se o filme fosse completamente focado na invasão alienígena, seria completamente diferente, mas ele fica te forçando romances e laços totalmente inúteis e toscos.

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Cassie é uma protagonista com aspectos de outros personagens, como Katniss Everdeen (Jogos Vorazes), Beatrice Prior (Divergente) e infelizmente, um pouco de Bella (Crepúsculo). Isso acaba se tornando uma mistura boa e convincente, mas parece que o filme se inspirou totalmente nessas outras franquias, prova disso são as cenas praticamente roubadas dos outros longas, que deixa tudo com um ar genérico.

A direção de J. Blakenson é preguiçosa, e tem muitas, mas muitas cenas desnecessárias, como a corrida em choros de Cassie em câmera lenta. Pra quê isso ?

O ”triângulo amoroso” chega a ser pior ou semelhante ao da saga Crepúsculo, e tudo acontece á favor de Cassie. Apesar do filme querer te passar uma imagem de uma garota que se vira sozinho em meio á sua terrível situação, em diversos momentos do roteiro Cassie precisa da ajuda de seus interesses amorosos, e quando é salva, dá uma forma para parecer que ela fez aquilo e retomar a imagem de heroína distópico.

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Uma das coisas que mais incomoda são as idas e vindas durante todo o filme. Uma coisa acontece, você pensa que foi de um jeito, mas mais para frente aparece alguém explicando que foi de outro e mostrando outro ângulo da mesma cena. Forçam plot twists que até são interessantes e bem pensados, porém muito explicados. Você vê o que acontece, já deduz na sua cabeça o que houve, mas chega algum personagem com um mega discurso explicando sobre algo que já vimos e temos certeza do que é.

Dá a impressão de que estão te fazendo de bobo.

Os efeitos são medianos e aceitáveis, assim como a atuação de Moretz. O longa utiliza o famoso recurso de cenas noturnas para que os efeitos visuais não pareçam tão falsos por causa do orçamento, mas que, com o sucesso e dinheiro que será arrecado, as continuações talvez tenham computações melhores.

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A Quinta Onda te apresenta algo no início, que vai se desfazendo ao final e se tornando algo diferente. O filme te enche de mistérios que são deixados para suas continuações, e isso irrita muito, assim como em Maze Runner e Divergente.

A série tem muito a mostrar (e explicar), mas não sei se alguém aguentaria ver mais disso.

Nota : 5/10

16, redator chefe do Nerdalizese, fã de cinema, defensor do Zack Snyder e especialista em criticar a Marvel.