ALERTA SPOILLER

Pra quem ainda não viu, aconselho a entrar na Netflix e assistir antes de ler essa coluna, pois aqui haverá alguns Spoillers.

Eu particularmente achei a série encantadora, não posso dizer que a série é muito ruim e muito triste, afinal, podemos saber isso apenas pelo nome da série. Desventuras em Série conta a história dos irmãos Baudelaires, Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis Hynes) e Sunny (Presley Smith). Os três ficam órfãs após um incêndio em sua casa, onde eles sobrevivem por não estar em casa no dia. A série é baseada no livro “A Series Of Unfortunate Evens (Desventuras em Série ou Uma Série de Desgraças)” e também temos o filme que foi lançado em 2004.

A série não é muito diferente do filme, a principal diferença é que o filme acaba como se fosse o segundo episódio da série, ou seja, a série dá uma continuidade maior a história dos pequenos irmãos. No inicio o narrador avisa o tempo todo para que o telespectador não assista ao programa, que procure algo menos triste para assistir, pois a série realmente é muito deprimente. A abertura da série tem como refrão, “É melhor não olhar, é bem melhor não olhar…” deixando claro que a série é bem trágica. Então como posso reclamar da série ser uma sequencia de azar focadas nos irmãos sendo que, o nome da série deixa isso bem claro?
A série chama atenção para o fato dos adultos serem sempre muito desatentos e sem a menor noção de nada, de fato tenta expressar que na visão das crianças os adultos são burros apenas por serem adultos. A série tem como vilão o Count Olaf (Neil Patrick Harris), o mesmo do filme, no qual fica tentando pegar a fortuna dos Baudelaires, claro que todos seus planos malignos sempre dão errado. Olaf sempre aparece disfarçado e apenas as crianças o reconhecem, os adultos nunca.
Tendo em vista que toda a série gira em torno do azar e de todas as coisas horríveis que acontecem na vida dos irmãos, a série é encantadora ao observamos a união deles e notarmos como eles fazem tudo juntos e confiando imensamente uns nos outros.

Crítica: A irmã mais nova, Sunny, é um bebê muito diferente dos bebês comuns. Ela tem os dentes muito afiados, tão afiados que consegue picar uma pedra. Porem, em algumas cenas da para notar facilmente que é uma boneca, e quando tem efeitos, fica tudo muito óbvio e artificial. Isso me incomodou profundamente, gostaria de a respeito de Sunny, fosse algo mais natural.