O oitavo livro da mais famosa série literária do mundo chegou às livrarias no começo dessa semana com muita euforia e emoção, segue minha analise da nova obra de J.K. Rowling.

O livro relata a continuação da vida de Harry 19 anos depois dos eventos dos 7 livros anteriores, iniciando a história onde o sétimo livro parou com a família Potter indo à estação de King’s Cross para se despedir dos filhos que irão ingressar em mais um ano letivo em Hogwarts. O filho de Harry, Alvo Potter é escolhido para a Sonserina e se torna grande amigo de Escorpio Malfoy e por esse motivo e sua total estagnação na escola, Alvo se torna um garoto excluído e rebelde pois, sofre por ser filho do grande Harry Potter.
O enredo começa a se desdobrar com o tempo se passando e a relação de Harry e Alvo ser cada vez mais difícil e esta é a trama principal da história, mostrar a difícil relação de pai e filho de diferentes olhares pois não é apenas Harry e Alvo que constituem problemas é incluído outros personagens, e até mesmo o vilão de uma maneira psicológica, entra nesta dança.

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A aventura se dá início após o Ministério da Magia encontrar um Vira-tempo sobe o domínio de um bruxo partidário das trevas e Amos Diggory entrando em conflito com Harry que agora é o Chefe de execução das Leis da Magia, o intimando a usar o Vira-tempo para salvar seu filho da morte em que acusa Harry como o culpado, Alvo escuta a discussão e acaba conhecendo Delfi Diggory que diz ser sobrinha de Amos, após uma breve conversa com ela, Alvo decide que deve salvar Cedrico já que seu pai não foi capaz.
Pois bem, esta é a trama principal do livro, que é um roteiro da peça que foi apresentada em Londres e por isso ele tem o formato de peça de teatro (para aqueles que leram Shakespeare o formato é quase o mesmo), no geral o desenvolvimento do livro lembra os outros sete, apesar de grandes diferenças pois neste caso foi escrito por três autores e o leitor consegue perceber o toque de cada um ao folhear as páginas, contendo os diálogos motivadores de grandes personagens e palavras e atos mais modernos de nossa época. Em minha analise pessoal, a primeira parte do livro não me animou talvez por bater demais na mesma tecla de “meu pai não me entende”, acabei não conseguindo me envolver com os acontecimentos, já a segunda parte me impressionou drasticamente, com a aparição de dois personagens que já morreram, inclusive de um grande e eterno personagem que fez me cair algumas lagrimas, por sua atitude nobre e heroica em seu ato. Posso dizer que a parte dois envolve o leitor de um jeito que não deseja parar, fez me sentir quase a mesma emoção da época em que lia ansiosamente Harry Potter na adolescência e isso é muito bom pois, o oitavo livro tem a difícil tarefa de convencer que é tão bom quanto os outros e que sua trama principal não se afogue em um mar de decepção.

Por fim, digo que Harry Potter e a criança amaldiçoada consegue alçar os padrões de seus antecessores brincando com a volta no tempo mas mostrando os perigos de mudar o passado onde sempre terá consequências graves no futuro, apesar de como já foi dito em outros sites é apresentado a criança amaldiçoada, que no caso é a filha de Voldemort que infelizmente, eu que acompanho essa história a mais de 10 anos não consegui compreender sua concepção pois, em minha mente não vejo como  Voldemort foi capaz fisicamente em ter filhos pois em meu entender, ele era tão sedento por poder e oco por dentro que não pensaria em uma linhagem e sim em viver eternamente, mas cada leitor tem a liberdade de fazer sua própria interpretação do vilão. Falando do vilão principal, ele é bem desenvolvido e quase invencível, conseguindo entrar de uma maneira psicológica ao conflito de pai e filho que citei acima. Um bom livro que respeita os anteriores, mas que deixa alguns buracos para trás agora é esperar que Rowling lance uma nova versão do oitavo livro mais explicativa pois, da maneira em que foi apresentado ao leitor, conserva alguns pontos de interrogação ao terminar a última página, mas mesmo assim não deixa de agradar.