Finalmente o Mago Supremo mostrou sua cara no Universo Cinematográfico Marvel, em uma apresentação que nada lembra os diversos filmes de humor/ação que geralmente vemos.
O filme retrata as origens do Doutor Stephen Strange, um homem extremamente arrogante e prepotente, tão ou mais insuportável que o próprio Tony Stark antes de todos os traumas, com um ego maior que do próprio Tony. Strange era um brilhante neurocirurgião, mas como em sua origem nos quadrinhos, sofre um acidente de carro que fez com que ferisse gravemente as mãos e o impossibilitasse de exercer sua profissão, inconformado, Strange tenta de todas as maneiras possíveis a cura para seu problema até esgotar toda a sua fortuna. Em uma sessão de terapia fica sabendo de um homem que voltou a andar milagrosamente e vai atrás de respostas chegando a Katmandu, um santuário no Nepal onde conhece a Anciã sua mestra que irá lhe ensinar tudo principalmente a se desprender de seu grande ego.
É impressionante a sua diferença aos diversos filmes da Marvel onde humor e ação são seus principais atributos, mas em Doutor Estranho o espectador consegue entrar neste mundo místico de olhos abertos vendo uma eterna dança do tempo e da morte que são inseparáveis e por isso é tão questionado pelo então vilão Kaecilius que é apresentado como uma marionete do maior vilão de Strange, Dormammu. E para quem acompanha as histórias do mago acaba impressionado com o tamanho da camaradagem demonstrada entre Strange e seu segundo maior arqui-inimigo o Barão Mordo que no filme é somente apresentado como Mordo, um reles aprendiz da Anciã que encontra Strange perdido pelo Nepal e o leva a Katmandu.
O que ficou evidente neste filme é que nenhum dos vilões apresentados foi imprevisível e perigoso quanto o próprio Strange que não consegue deixar de ser egocêntrico e arrogante, defeitos que o cega e que só deixa de ter ao presenciar a morte de um importante personagem que faz com que veja muito além de si mesmo e apenas assim ele tem a força para derrotar Dormammu por diversas vezes.
O personagem caiu como uma luva nas mãos de Benedict Cumberbatch que é mais um ator que podemos dizer que nasceu para interpretar em seu caso o Doutor Estranho, principalmente depois que ele está trajado inteiramente como o personagem tenho certeza que os fãs vão a loucura além dos cenários das manipulações do tempo que são de tirar o folego.

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A Marvel apostou em um filme mais sério, e sem precisar de todo aquele apelo humorístico conseguiu acertar pois, Doutor Estranho é um dos melhores filmes da Marvel e faz com que o espectador sinta que tudo está amadurecendo e seus personagens deverão entrar em uma fase mais sombria onde a seriedade é essencial para a vitória, não que a Marvel deva deixar de fazer suas tiradas de humor como as de Tony Stark que são impagáveis mas, a diminuição delas como foi feito em Doutor Estranho onde havia certeiros alívios cômicos, irá fazer com que sua entrada em sua fase mais sombria seja menos indolor e com identidade própria em um campo conhecido por sua rival DC mas tão pouco explorado pela mesma no cinema.
Encerro aqui com a moral do filme: “Um grande poder, sempre vem com uma grande consequência”.