Aqui estamos com o segundo episódio de Westworld. O anterior havia deixado um ar de inquietação no ar, e muita curiosidade com o que iria acontecer na série. Se lá nós fomos introduzidos à vida desses seres programados para satisfazer aos seus visitantes, aqui vemos o outro lado.

Logo no começo já vemos como chega um novato ao Westworld, esse imenso parque de diversões. O visitante responde algumas perguntas, estranha algumas coisas e escolhe seu traje mais confortável e adequado para se divertir nos brinquedos que esse mundo oferece. Uma analogia bem interessante que se pode fazer com o segundo episódio é com os games de RPG online e até mesmo os de mesa, mais especificamente os populares como Warcraft e Perfect World. O forasteiro recém chegado monta seu visual, e até mesmo os NPC’s existem aqui, basta falar com algum dos habitantes para ele ativar e te dar missões.

Os nosso novos protagonistas desse episódio (deixando um pouco de lado Dolores e Teddy Floody) estão aqui para curtir esse mundo e esquecer da vida real. Imagine viver em um mundo sem consequências. Um mundo onde você pode deixar aflorar seu verdadeiro ser, tudo que você guarda no mundo real – devido às consequências -, e usar e abusar da verdade do seu ego. Não que isso seja uma coisa boa.

Você pode ser ignorante e cruel com as outras pessoas, mas nada disso importará, pois no dia seguinte elas sequer irão se lembrar do que houve. Elas são programadas para isso.

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Mas aí começa o problema. Esses robôs estão adquirindo consciência e memória. Para eles, não passam de pesadelos, mas na verdade tem um significado e uma resposta para o motivo de suas existências. Maeve começa a ter esses pesadelos, e de alguma forma que ainda iremos descobrir, acorda no mundo real.

Essa falha no sistema da Westworld, que aconteceu com Dolores, seu pai e o misterioso assassino, ainda não tem uma explicação, e nem os próprios controladores dessa máquina sabem ao certo o que está havendo.

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Esse homem de preto foi o primeiro a ter uma noção. O primeiro a acordar e perceber que existe um outro mundo, e que aquele onde vive é controlado por algo maior. Agora ele está em busca de uma saída desse mundo, indo em direção ao labirinto para descobrir mais.

Como comentado na review anterior, não dá pra ter uma ideia clara de como esse personagem será utilizado, se será o grande antagonista ou não. Mas ele vai render umas boas explosões de cérebros, sem dúvida.

Depois desse segundo episódio, a única coisa que alguém pode desejar é o terceiro. Ainda há muitos rumos para tomar essa história, muita coisa para explicar, e tudo isso só deixa o espectador mais preso à tudo isso. Tomara que a série mantenha esse ritmo excelente.