O Lar das Crianças Peculiares é emocionante e visualmente impecável, e mesmo com alguns problemas com o ritmo, o filme soube mesclar muito bem o suspense e aventura, já a sua peculiaridade não foi desta vez.

SINOPSE

Em meio a reviravoltas o avô de Jacob acaba falecendo, porem ele deixou pistas de um lugar magico, devido a estas pistas Jacob viaja para uma ilha, e acaba encontrando um orfanato abandonado, e lá encontra respostas dos mistérios que seu avô o contava, respostas muito peculiares.

Dirigido pelo aclamado Tim Burton já é de se esperar algo surpreendente do diretor com o tema, mas não vemos nada de inovador e o filme segue a mesmas características dele comparado com seus outros filmes, alguns instantes chega até lembrar Alice no Pais das Maravilhas, mas não é absurdo ao ponto do filme não encontrar sua identidade.

Os 10 primeiros minutos estabelecem a trama inicial com o toque de suspense característico de Tim que entretêm na medida, mas o relacionamento entre Jacob (Asa Butterfield) e Abe (Terence Stamp) é confuso e enjoativo ao passar do tempo.

CGI 

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Não é extremamente perfeito, mas a computação gráfica é aceitável, e como todos os filmes tem seus pontos fortes e fracos o CGI balanceia a vários momentos do filme, pode se ver em algumas cenas o uso do CGI, mas na maioria das cenas o CGI é encantador.

ELENCO

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O Elenco como todo é ameno, não tem nada de surpreendente nem impressionante, e há poucos momentos de grande relevância por conta da mal exploração do diretor e do roteirista. Asa Butterfield (Jacob) é esquecível, e suas interpretações são básicas, não demonstra desempenho algum com o personagem, nem ao menos interesse. Samuel L. Jackson (Barron) é mais do mesmo, faz o papel do vilão caricato e bem humorado, o mesmo visto em Kingsman Serviço Secreto, que mais uma vez deixa a desejar em questão de inovação, por conta da historia e o roteiro do filme, mas sua capacidade de atuar não é problemática. Ella Purnell (Emma) cativa muito bem a atenção com sua a leveza e suavidade mesmo em horas inoportunas e de dificuldade. Eva Green (Miss Peregrine) é sem duvidadas um ponto forte do filme, seu papel alem de exigir muito de sua capacidade a atriz efetua com facilidade sem parecer robótico ou caricato.

O filme não se mantem em um ritmo fixo, ao menos explica de melhor maneira, mistura romance entre outros estilo, mas consegue entreter e repassar o sentimento de aventura dos filmes da sessão da tarde, é digno de continuação mas não da para botar muita fé.