No ano de 1941, a proliferação de super-heróis nos quadrinhos foi massiva, mas poucos foram lembrados no decorrer dos anos, devido a continuidade de suas histórias. Personagens como Capitão América, Arqueiro Verde, Aquaman e Mulher-Maravilha, são imensamente conhecidos até os dias de hoje, devido sua popularidade e continuidade nos quadrinhos. Mas personagens como Doutor Meia-Noite, Starman, Sargon, Falcão Negro, Lady Fantasma, Bomba Humana, Miss América (DC), Johnny Quick (o super-herói, não o vilão), Os Sete Soldados da Vitória, Capitão Marvel Jr, Mulher-Gavião, Homem-Borracha, são bem conhecidos dos leitores de quadrinhos, mas ou foram descontinuados ou tiveram suas origens totalmente modificadas. Já personagens como Black Terror, Fighting Yank, Captain Flag, Nelvana of the Nothern Lights (Canadá), American Crusader, Whizzer, ou foram totalmente esquecidos ou tiveram pequenos momentos, graças a roteiristas que decidiram dedicar-lhes edições especiais.

Mesmo que alguns sejam poucos conhecidos, sempre é bom ver suas histórias e quem eles são, pois mesmo que as editoras comemorem a criação de somente alguns, vários merecem ser homenageados.

BLACK TERROR

Black Terror por Mike Lilly
Black Terror por Mike Lilly

Em janeiro de 1941, na revista Exciting Comics #9, da Nedor Comics, surgia o personagem Black Terror, criação do roteirista Richard E. Hughes e do desenhista Don Gabrielson.

Várias foram as tentativas de trazê-lo de volta do limbo editorial, como ocorreu na AC Comics em 1983, na Eclipse Comics em 1989, na America’s Best Comics, nas mãos de Alan Moore e Chris Sprouse, em 2001. Na TWL Comics em 2004, pelas mãos de Goerge Tuska, que chegou a desenhar o personagem na década de 1940. Na Image Comics em 2008, desenhado por Mike Allred na história “Stardust the Super Wizard” da Fantastic Comics #24. Ainda em 2008, ele foi publicado ao lado de outro personagem esquecido, Daredevil de Lev Gleason pela Wild Cat Books, e ambos foram parar no Project Superpowers da Dynamite Entertainment, sendo escritos por Jim Krueger, desenhados por Mike Lilly e com capas de Alex Ross.

Em 2011, a Broken Soul Press publicou Curse of the Black Terror, escrita por Curtis Lawson e desenhada por Kundo Krunch. Lawson afirmou que a história buscava reproduzir o mesmo clima das histórias da década de 1940.

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CAPITÃO AMÉRICA

Captain America Comics #1 por Alex Ross
Captain America Comics #1 por Alex Ross

Em março de 1941 era lançada a Captain America Comics #1 pela Timely Comics (hoje Marvel Comics). Escrita por Joe Simon e desenhada por Jack Kirby, ela trazia a história do jovem soldado Steve Rogers sendo voluntário para uma experiência do exército do Estados Unidos, dão super força para um soldado. Após a morte do criador da fórmula de super-soldado, Steve se tornou único e escondeu sua identidade atrás da máscara do Capitão América.

Participando de missões secretas contra os nazistas, a identidade de Steve foi descoberta pelo jovem Bucky Barnes que se tornou seu parceiro nas ações contra o III Reich.

Com o fim da II Guerra Mundial o interesse pelo Capitão América diminuiu, chegando a inclui-lo em uma super-equipe e dando-lhe uma nova parceira, Golden-Girl – era a namorada de Steve Rogers, Betsy Ross, que assumiu o lugar de Bucky após ele ser ferido e sair de ação. Mas a revista terminou sendo descontinuada.

Quando a Timely se tornou a Atlas Comics, foi tentado revitalizar as histórias do Capitão América, mas sem sucesso.

10 anos após o cancelamento da última edição de Captain America, ele ressurge na revista The Avengers #4 (março de 1964), trazido por Stan Lee e – novamente – Jack Kirby, ao lado do mais novo super-grupo da – agora – Marvel Comics, Os Vingadores.
De lá para cá, o Capitão América teve altos e baixos, mas é uma figura constante e emblemática da Marvel Comics, sendo considerado por muitos – depois de Namor e o primeiro Tocha Humana – o personagem a mais tempo na ativa da editora.

CURIOSIDADE: Como os Estados Unidos ainda mantinham uma neutralidade aparente quanto a guerra que ocorria na Europa e na Ásia, Simon seguiu a ideia dos soldados voluntários que iam para a Segunda Guerra para ajudar os Aliados. Os Estados Unidos só viriam a entrar oficialmente na guerra em dezembro de 1941, com o ataque a base militar em Pearl Harbor, no Havaí.

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DOUTOR MEIA-NOITE

Doutor Meia-Noite (Charles McNider) por Tom Fleming
Doutor Meia-Noite (Charles McNider) por Tom Fleming

Na All-American Comics #25, de abril de 1941, surgiu o Dr. Meia-Noite, criado por Charles Reizenstein e Stan Aschmeier.

Atrás da máscara do Dr. Meia-Noite estava o ex-cirurgião Charles McNider, que perdera a visão quando uma explosão em sua sala de cirurgia, causada por um dos homens de “Killer” Maroni, espalhou cacos de vidro que o cegaram. Percebendo que sua carreira de cirurgião havia se encerrado, McNider decidiu se tornar colunista de jornal e denunciar os bandidos, mas uma noite, quando uma coruja invadiu seu estúdio, McNider descobriu que enxergava perfeitamente no escuro.

Com isso, McNider criou um visor com lentes que lhe permitiam ver durante o dia e, à noite, ele vestia seu traje vermelho e preto e, usando bombas que jogavam nuvens negras no ambiente, permitindo que somente ele enxergasse, ele se tornou o Dr. Meia-Noite.
O Dr. Meia-Noite foi um personagem bem ativo na Era de Ouro dos Quadrinhos, vindo a fazer parte dos grupos Sociedade da Justiça e do Comando Invencível. Mas com os adventos surgidos com o livro “A Sedução do Inocente”, ele e vários super-heróis começaram a desaparecer dos quadrinhos. Ele ressurgiu anos depois na Era de Prata como habitante da Terra-2, um mundo paralelo onde vários heróis da Era de Ouro habitavam.

Durante a Crise nas Infinitas Terras, Dr. Meia-Noite e outros personagens se tornaram a primeira geração de super-heróis, que saíram de atividade graças a um ato do Congresso estadunidense – manipulados por Vandal Savage -, mas retornaram anos depois para enfrentar um velho inimigo, o Ultra-Humanóide. No evento Zero Hora, o Dr. Meia-Noite veio a ter seu fim nas mãos do Extemporâneo, mas seu legado teve continuidade com sua aluna Beth Chapel, que ganhou seus poderes após ficar cega com uma explosão de oxigênio e tomar o soro desenvolvido por McNider, que a capacitou ver no escuro, se tornando a Dra. Meia-Noite e, mais tarde, por outro aluno de McNider, Pieter Cross, que sofrera um acidente semelhante ao do cirurgião e adotou as cores e a forma de agir de McNider.

CURIOSIDADE: Dr. Meia-Noite é considerado o primeiro super-herói cego dos quadrinhos, precedendo em vinte e três anos o personagem Demolidor, da Marvel Comics. No mesmo estilo que o Fantasma, o Dr. Meia-Noite tinha como parceiro um animal, uma coruja cujo nome era Hooty.

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STARMAN

Starman (Ted Knight) por James Robinson
Starman (Ted Knight) por James Robinson

A revista Adventure Comics #61, de abril de 1941, vinha com mais um novo personagem em sua capa, o Starman.

Criado por Gardner Fox e Jack Burnley, Starman era o entedidado milionário e astrônomo Ted Knight, que através de vários estudos buscava aproveitar a energia que as estrelar emitiam. Foi quando sua prima, Sandra Knight, lhe falou de um cientista, com quem ele se uniu e criou o Bastão Estelar, um artefato que conseguia armazenar a energia das estrelas e o transformou em um super-herói.
Starman não fez o sucesso esperado, mas integrou os grupos Sociedade da Justiça da América e Esquadrão Supremo, ao lado do seu melhor amigo, Charles McNider, o Dr. Meia-Noite.

Como vários personagens da Era de Ouro, Starman sofreu com o desinteresse do público e a publicação do livro “A Sedução do Inocente” de Fredric Wertham.
Ele retornou na Era de Prata como um dos super-heróis da Era de Ouro que habitava na Terra-2. Depois de Crise nas Infitnitas Terras, Ted Knight e outros membros da Sociedade foram parar em um limbo, enfrentando um demônio interdimensional que os manteve rejuvenescidos, mas ao voltarem o vilão Extemporâneo o fez envelhecer rapidamente. Antes de falecer, Starman teve seu legado ligado a vários outros personagens. Na Era de Bronze, o alienígena Mikaal Thomas chegou a Terra e adotou o nome Starman.

Anos depois, em 1980, foi a vez de outro alienígena, o principe Gavyn, do planeta Tranaltine, pertencente ao Mundo-Trono, que foi exilado na Terra e adotou o nome Starman. Oito anos depois o jovem Will Payton ganhou super-poderes após ser atingido por um raio espacial e se tornou o quarto Starman.

O Bastão Estelar que Knight criara somente viria a ser herdado pelo seu filho David Knight, que permaneceu no posto pouco tempo, pois foi morto pelo filho do vilão Névoa, sendo substituído por seu irmão, Jack Knight. Jack não gostava muito de ser Starman, então ele abandonou o Bastão Estelar que foi assumido pela jovem Courtney Withmore, se tornando a Stargirl.

O legado de Knight é longo, tanto que no século 30 surge o jovem Starboy, que é membro da Legião dos Super-Heróis. E no século 853 temos Farris Knight, que é descendente de Ted e do vilão Névoa, mostrando-se ser um vilão.

CURIOSIDADE: Na Detective Comics #247 (setembro de 1957), Bruce Wayne, acreditando não poder ser mais o Batman, assume um novo traje e se intitula como Starman.

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SARGON, O FEITICEIRO

Sargon, o Feiticeiro (artista não identificado)
Sargon, o Feiticeiro (artista não identificado)

Sargon o Feiticeiro fez sua primeira aparição em maio de 1941 na revista All-American Comics #26, criado por John B. Wentworth e Howard Purcell. Sargon era John Sargent, um mago do palco que usava um turbante com um grande rubi no centro. A pedra era conhecida como Rubi da Vida, sendo a fonte do poder dele. Seu nome advinha de um antigo rei da antiguidade e o poder que o rubi lhe dava ele de controlar tudo aquilo que tocava.

Sargon chegou a integrar o grupo Esquadrão Supremo e foi membro honorário da Liga da Justiça, mas nunca foi um personagem de grande relevância, pois havia surgido na esteira de Mandrake, de Lee Falk. Mas nem por isso deixava de ser uma figura constante em histórias de magia e mistério do Universo DC.

Entre seus contatos no universo místico estavam o Barão Winters e Zatara, pai da feiticeira Zatanna. Ele também tinha contato com John Constantine, tanto que o auxiliou em uma batalha mística de grande importância contra o grupo La Brujeria.

Sargon terminou morrendo ao enfrentar La Brujeria, deixando seu legado aberto durante anos. Seu neto, David Sargent, veio a assumir seu legado durante a minissérie “Elmo do Destino”, de 2002. David somente assumiu o posto, pois demônios desejavam o Rubi da Vida. Mas não demorou muito e ele veio a falacer na minissérie ‘Reino do Inferno”, de 2009.

Sargon ressurgiu em Novos 52 na pele de Jamini Sargent, uma feiticeira, filha de John Sargent, dado como desaparecido. Ela participa, brevemente, da revista Constantine, em 2013, enfrentando a Liga da Justiça Sombria.

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MULHER-GAVIÃO

Hawkgirl (Shiera Sanders) por Kayleigh Lebak
Hawkgirl (Shiera Sanders) por Kayleigh Lebak

Shiera Sanders apareceu pela primeira vez em janeiro de 1940 na revista Flash Comics #1 como a namorada do arqueólogo Carter Hall, mas somente em 1941 é que ela adotaria o traje de Moça-Gavião (Hawkgirl, em português) ao tentar ajudar Carter a despistar vilões que acreditavam que o arqueólogo e o super-herói era a mesma pessoa. Daí em diante, ela se tornou a fiel companheira do Gavião Negro. Mas, infelizmente, em 1949 o casal saiu da atividade, somente voltando doze anos depois em maio de 1961 na revista Brave and the Bold #34, com uma nova origem para a Era de Prata dos Quadrinhos. Agora era ela Shayera Thal. Mas quando, anos depois, estabeleceram a Terra-2, ela retornou ao lado de Carter Hall.

Shiera foi membro, ao lado de Carter, da Sociedade da Justiça da América e do Esquadrão Supremo. Seus poderes vinham do cinturão de metal enésimo que usava. Com Carter Hall ela teve um filho, Hector Hall, que foi membro-líder da Corporação Infinito e, depois, se tornou o Senhor Destino.

Ela veio a ser morta por Extemporâneo na minissérie “Zero Hora”, após retornar do limbo onde se encontrava com a Sociedade da Justiça.

CURIOSIDADE: Tanto a história de Shiera quanto de Carter sempre foram as mais confusas do Universo Unificado DC, pois a editora permitiu que os redatores e roteiristas criassem mais de uma versão dos personagens no passar dos anos. Buscaram mudar isso em Zero Hora, mas somente conseguiram melhorar depois que Kendra Saunders assumiu o legado de sua tia, criando a herança de ser a Mulher-Gavião como um legado mais antigo do que suas vidas, vindo do Egito Antigo.

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FALCÃO NEGRO

Falcão Negro por Kyle Baker
Falcão Negro por Kyle Baker

A Quality Comics, em agosto de 1941, lançou a Military Comics #1, com o combatente dos ares, Falcão Negro, estampando a capa.

Criado por Will Eisner, Chuck Cuidera e Bob Powell, o piloto era líder do Esquadrão Falcão Negro, que era formado por pilotos de várias nações dominadas pelo Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e pilotavam aviões no intuito de lutar contra a opressão dos nazistas durante a II Guerra Mundial. Eles pilotavam os bimotores Grumman XF5F Skyrocket que eram protótipos, e habitavam a Ilha do Falcão Negro.

Falcão Negro era o polonês Janos Prohaska, e liderava o Esquadrão que era formado por Olaf (da Normandia), Hendrickson (Holanda), Estanislau (Polônia), André (França), Chuck (americano do Texas) e Chop-Chop (China). Este último era um estereótipo dos chineses e somente cozinhava para o grupo. Essa visão mudou com o tempo e ele se tornou piloto, também.

Em 1956 a Quality interrompeu as publicações da revista Blackhawk – sim, ele ganhou uma revista em 1944, graças ao sucesso – e a DC Comics continuou de onde a editora anteeior havia parado, e lançou uma personagem feminina para o grupo, Lady Falcão Negro.
Depois que o grupo perdeu totalmente sua identidade no final da década de 1960, pois foram transformados em super-heróis, eles retornaram em 1976, durante a “Explosão DC”, como mercenários de aluguel, mas terminaram sumindo, novamente, um ano depois durante a “Implosão DC”.

Na década de 1980, o Falcão Negro e seu esquadrão teve dois momentos excelentes. O primeiro nas mãos de Mark Evanier e Dan Spiegle, que os levou de volta a suas origens na II Guerra Mundial e durou dois anos, somente sendo interrompido devido a queda nas vendas. E o outro foi em uma minissérie de três partes escrita e desenhada por Howard Chaykin. Esta última gerou uma nova mensal que durou 16 edições, graças ao clima de espionagem que Chaykin deu a trama.

Em Novos 52, eles foram reimaginados, mas sem menções aos originais, não durou muito, sendo cancelada na edição 8.

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BOMBA HUMANA

Bomba Humana (Andy Franklin) por Dave Johnson
Bomba Humana (Andy Franklin) por Dave Johnson

A Quality Comics, em agosto de 1941, publicou na estreia da Police Comics #1, o personagem Bomba Humana, criado por Paul Gustavson.

O Bomba Humana era Roy Lincoln, um cientista que trabalhava em parceria com seu pai no produto químico 27-QRX, que possuía altas propriedades explosivas. Sabendo disso, os nazistas enviam espiões para roubar a fórmula química dos Lincoln e terminam assassinando o pai de Roy. Na intenção de salvar o experimento, Roy termina bebendo a fórmula 27-QRX. O ato imprudente causou-lhe efeitos colaterais, sendo assim, tudo que Roy toca-se, explodiria, fazendo-o se tornar o Bomba Humana.

Na década de 1950, Bomba Humana e todos os personagens da Quality Comics foram para a DC Comics, o personagem fez parte do Camando Invencível e dos Combatentes da Liberdade, formada somente por personagens da Quality Comics.

Quando a DC Comics se reestruturou na década de 1960, com a Era de Prata, o Bomba Humana se tornou parte da Terra-2, depois de Crise nas Infinitas Terras, ele apareceu esporadicamente nos quadrinhos, geralmente em grandes sagas, mas durante a Crise Infinita ele terminou sendo assassinado por Bizarro, não antes de matar o Dr. Polaris.

Seu legado ganhou continuidade quando Andrew Franklin, durante o ataque de Chemo à Blüdhaven, terminou se tornando o novo Bomba Humana. Ele também integrou os Combatentes da Liberdade e fez parte da organização SOMBRA. Este novo Homem Bomba foi criação de Justin Gray e Jimmy Palmiotti para na minissérie Batalha de Blüdhaven, parte da saga Crise Infinita.

CURIOSIDADE: O personagem Detonador, que fez parte do Titãs, da Justiça Jovem e da Sociedade da Justiça, tinha poderes que se assemelhavam ao do Bomba Humana, mas nunca foi chamado assim, pois o personagem ainda estava vivo quando este personagem surgiu. A diferença entre Detonador e o Bomba Humana é que Roy Lincoln precisava tocar em algo para causar explosões, enquanto Grant Emerson, o Detonador – que descobriu ser filho de Al Pratt, o primeiro Átomo – gerava uma energia pelo seu corpo todo que causava explosões.

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MISS AMÉRICA

Miss América por Dave Johnson
Miss América por Dave Johnson

A Military Comics #1, de agosto de 1941, da Quality Comics, foi um momento de lançamento de vários personagens, dentre eles a Miss América.

Criada pelo artista Ed Wexler, ela era a repórter Joan Dale que enquanto dormia sonhou com a Estátua da Liberdade e que esta lhe deu a capacidade de transmutar elementos e lhe pediu para usar combatendo o mal quando acordou descobriu que possuía o esse dom. Joan com o tempo vai criando o próprio uniforme, que ela transformava com seus poderes, mas sempre consistia em uma blusa sem mangas vermelha, saia vermelha e branca e uma capa azul.

A Miss América desapareceu dos quadrinhos na edição 7 da revista, abrindo uma brecha para a Timely Comics (hoje Marvel Comics) criar uma personagem com nome semelhante. Quando a DC Comics adquiriu os personagens da Quality, na década de 1950, Miss América integrou os Combatentes da Liberdade, liderados por Tio Sam.

Na década de 1980, o roteirista Roy Thomas a trouxe de volta, mas por pouco tempo, pois na Crise nas Infinitas Terras, ela era membro da Terra-X, onde a II Guerra Mundial não havia terminado e terminou morrendo, junto com outros membros dos Combatentes da Liberdade.

Joan é uma personagem que, depois de Crise nas Infinitas Terras, manteve-se ativa constantemente. Sua história teve uma pequena mudança, pois agora ela foi sequestrada pelo Projeto M, uma organização secreta dos Estados Unidos que surgiu por causa da II Guerra Mundial. A organização foi responsável pelos seus poderes, que são mais incríveis do que todos imaginam, pois Joan aparece nos tempos atuais envelhecida e aposentada, pois havia perdido os poderes. Só que a perda dos poderes e o envelhecimento eram falsos, disfarces que ela fez ao manipular a matéria. Quando aparentemente havia morrido, Joan demonstrou que pode reconstituir seu corpo, retornando como Miss Cosmos.

Em Novos 52, Joan aparece com poderes modificados, sendo identificada como uma telepata que auxilia o novo Bomba Humana na minissérie Human Bomb.

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LADY FANTASMA

Lady Fantasma (Stormy Knight) por Daniel Acuña
Lady Fantasma (Stormy Knight) por Daniel Acuña

Na Police Comics #1, de agosto de 1941, surgia a personagem Lady Fantasma, criada pelo Eisner & Iger Studio e pelo desenhista Arthur Peddy, ela era a socialite e filha de um senador, Sandra “Sandy” Knight. Na sua primeira história, ela e seu pai testemunham um complô, o que leva Sandy a vestir um maiô amarelo e uma capa verde e ir atrás dos bandidos. Sua arma era uma lanterna de luz negra que cegava os vilões. No começo, Sandy não usava máscara, mas tudo mudou em 1943, quando o desenhista Frank Borth deu um aspecto mais sexual para a personagem, com um grande decote entre os seios, e uma máscara. Só que isso fez com que sua revista fosse cancelada no final daquele ano. Em 1947, Lady Fantasma retornou em revista própria na Fox Feature Syndicate, e sua revista durou até os anos de 1950, sendo escrita pelo estúdio de Jerry Iger. Depois outras editoras, como a Charlton Comics, publicaram histórias da personagem, mas ela terminou na DC Comics, em 1956.
Ela participou dos Combatentes da Liberdade e participou ativamente do grupo, durante um longo tempo.

Depois de Crise nas Infinitas Terras, Sandy teve sua vida ligada à Ted Knight, o primeiro Starman, se tornando prima dele. O mesmo cientista que o ajudou a criar o Bastão Estelar, criou o Projetor de Luz Negra e ela se tornou uma combatente do crime, após seu pai ter sido morto por bandidos.

Seu fim nunca foi explicado, mas no final da década de 1980 surgiu uma nova Lady Fantasma, Delilah “Dee” Tyler, que havia sido treinada por Sandy, a primeira Lady Fantasma. Filha de um político, também, Dee se tornou a nova combatente ao crime quando descobriu que seu pai estava sendo chantageado, então ela usou o traje da sua mentora e as mesmas armas dela e enfrentou os vilões. Ela terminou assassinada pelo Exterminador na saga Crise Infinita.

Durante a Batalha de Blüdhaven, a bela Stormy Knight – sem ligações de parentesco com Sandra Knight – se tornou a nova Lady Fantasma. Usando um dispositivo que lhe dava intangibilidade, ela adotou o legado, mas diferente de suas antecessoras, ela era uma assassina insensível. Foi membro do SOMBRA e, em seguida, dos Combatentes da Liberdade. Ela foi criada por Justin Gray e Jimmy Palmiotti.

Em Novos 52, Gray e Palmiotti criaram uma nova Lady Fantasma, Jennifer Knight, que é filha de um renomado repórter do Planeta Diário, assassinado por bandidos. Ela procura o amigo Dane Maxwell que lhe forneceu luvas e um traje que a torna invisível e capaz de manipular as sombras.

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CICLONE

Ciclone por Al Avison
Ciclone por Al Avison

A Timely Comics – hoje Marvel Comics -, em agosto de 1941, na USA Comics #1, lançou o personagem Ciclone (Whizzer, no original).

Criado por Al Avison – único creditado na criação -, ele era Robert “Bob” Frank, um jovem que viajava com o pai, o Dr. Emil Frank, pela África e terminou picado por uma cobra. Na intenção de salvar o filho, o pai faz uma transfusão sanguínea com o sangue de um mangusto e descobre que Robert adquiriu super-velocidade.

Ciente de seus poderes, Robert veste um traje amarelo e azul e se torna o Ciclone. Decidido a lutar contra os nazistas, Ciclone se junta ao parceiro do Capitão América, Bucky e a super-heroína Miss América – não confundir com a da Quality Comics -, para salvar o Capitão América, Tocha Humana I, Centelha e Namor. Quando os salva, eles formam o Esquadrão Vitorioso e combatem os nazistas. Com o final da Segunda Guerra e a ascensão de novas histórias de faroeste e guerra, sem contar os problemas com o livro Sedução do Inocente, Ciclone desapareceu, mas foi revivido na década de 1970.

No seu reaparecimento, Robert era um alcoólatra que trabalhava como técnico de um laboratório nuclear. Ele havia se casado com Madeleine Joyce, a Miss América, e estava aposentado da carreira de super-herói. Mas termina se juntando com os Vingadores para deter seu filho Robert Frank Jr., o Nuklo. Nisso ele tem seu primeiro ataque cardíaco e acredita ser o pai dos gêmeos Mercúrio e Feiticeira Escarlate.

Depois de ficar internado por um longo período, depois do ataque cardíaco, Robert ficou ciente que seu filho estava sob custódia do governo estadunidense e foi atrás dele, mas terminou enfrentando o vilão Laser Vivo. O esforço foi tanto que ele teve um segundo ataque cardíaco.

Recomendado a uma aposentadoria imediata, Robert ficou aos cuidados de Tony Stark, mas não aposentou o traje, agindo várias vezes e preocupando os outros Vingadores. Ele então decide se retirar, mas enquanto buscava a custódia de seu filho, terminou encarando um velho inimigo da época do Esquadrão Vitorioso, Isbisa. Durante a batalha Robert e o vilão morreram.

Anos depois, o vilão Armin Zola tentou clonar Robert, mas seu clone terminou morto pelo anti-herói Deadpool.

Além do Esquadrão Vitorioso e dos Vingadores, Ciclone foi incluido como membro dos Invasores e do grupo Liberty Legion.

CURIOSIDADE: De acordo com o site Guia dos Quadrinhos, quando Ciclone foi publicado na revista Guri, houve uma confusão com os nomes e ele chegou a ser chamado de Joel Ciclone (o primeiro Flash da DC Comics).

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NELVANA OF THE NOTHERN LIGHTS

Nelvana of the Nothern Lights por Michael Walsh
Nelvana of the Nothern Lights por Michael Walsh

Se vocês acreditam que somente nos Estados Unidos surgiram super-heroínas, se enganam redondamente.

Em agosto de 1941, a empresa Hillborough Studios lançam a revista Triumph Adventure Comics #1, onde lançam a super-heroína canadense, Nelvana of the Nothern Lights.

Nelvana é uma semi-deusa, filha de uma mortal com Koliak o Poderoso, deus da Aurora Boreal.

Nelvana tinha como principal objetivo a proteção do povo inuith. Era fora criada por Adrian Dingle e Franz Johnston, e teve uma carreira interessante nos quadrinhos, com histórias que prosseguiram até 1947.

No decorrer de suas histórias, Nelvana lutou contra as forças do Eixo, enfrentou os klabunets – o mal branco -, se tornou a agente secreta Alana North e foi membro do Corporal Keene.

Nelvana tem os poderes de voar, viajar à velocidade da luz, se tornam invisíveis, controlar o tempo, mudar de forma, telepaticamente falar com seu irmão Tanero, e convocar outras potências das luzes do norte, como poderoso raio de Koliak.

Em 1971, Michael Hirsh & Patrick Loubert adquirido os direitos para Características de Bell livros de banda desenhada de placas comerciais do Canadá, [7] e hoje os direitos sejam detidos conjuntamente pelo Library & Archives Canada & Nelvana Animation.

CURIOSIDADE: Na Marvel Comics a super-heroína canadense Pássaro da Neve, membro da equipe Tropa Alfa, criado por John Byrne, é uma semi-deusa cuja mãe é Nelvanna da Aurora Boreal , filha de Hodiak. Nelvanna e Hodiak foram, muito provavelmente, pretendido pelo Byrne como uma homenagens aos personagens Nelvana e Koliak.

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CRUZADO AMERICANO

Cruzado Americano
Cruzado Americano

Em agosto de 1941, na Thrilling Comics #19, da Nedor Comics, surgia o super-herói Cruzado Americano.

Criado pelo artista Max Plaisted, o super-herói era o tímido professor de astronomia, Archibald “Archie” Masters. Seus poderes são adquiridos, quando Masters entra na sala de um amigo que está testando uma Acelerador de Partículas. O teste dá errado e irradia o corpo de Masters com uma energia atômica que poderia matá-lo, mas, ao invés disso, o dotou de super-força, poder de voo, invulnerabilidade e capacidade de gerar pulsos-eletromagnéticos. Com tais poderes, Archie sentiu-se mais confiante e tornou-se o Cruzado Americano. Mas para manter sua identidade secreta, ele manteve sua personalidade antiga, o que era frustrante para sua secretária, Jane Peters, que adoraria ser sua namorada.

A partir de março de 1943, o Cruzado Americano integrou as forças dos Aliados para lutar contra os nazistas na II Guerra Mundial. Sua participação na revista Thrilling Comics durou até a edição 47, de abril de 1945.

Depois disso, o Cruzado Americano só voltaria aos quadrinhos na década de 1990, graças a editora AC Comics, onde ele foi membro dos Sentinelas da Justiça. Na mesma década, Alan Moore e o desenhista Chris Sprouse o colocaram nas aventuras do personagem Tom Strong, na America’s Best Comics, como membro da Terra Obscura. Nela Archie agira como Cruzado Americano até o ano de 1969, pois durante a batalha contra um alienígena terminou preso em uma bolha de animação suspensa ao lado de seu colega da SMASH, Tom Strange.

Na Metahuman Press, o Cruzado Americano fez uma breve participação na publicação Living Legends.

Alex Ross e Jim Krueger o trazem de volta no Projeto Superpowers. Na sua participação, ele é achado como um prisioneiro mantido inconsciente por um governo totalitário, tendo clones criados a partir do seu DNA.

Mais recentemente ele apareceu como morador da Terra ABC, na minissérie Multiverso DC, escrita por Grant Morrison.

As possibilidades de tantas versões e visões do Cruzado Americano se dá por ele ser um personagem de domínio público, pois caiu no limbo editorial após sua última aparição na Thrilling Comics.

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JOHNNY QUICK

Johnny Quick (John Chambers) por Kerry Gammill
Johnny Quick (John Chambers) por Kerry Gammill

Antes da National Comics Publications e a All-American Publications se unirem para formar a National Periodicals Publications, cada uma tinha seu próprio velocista. a All-American Publication lançou em 1940 o personagem Flash, na revista Flash Comics. Já a National Comics, em setembro de 1941, na revista More Fun Comics #71, lançou Johnny Quick.

Criado pelo artista Mort Weisinger, ele era Johnny P. Chambers, um estagiário do matemático, Professor Gill, que descobriu a fórmula geométrica que, quando dita, faz as pessoas se moverem em alta velocidade.

Em um dia de tempestade, o jovem Johnny Chambers decidiu pronunciar a fórmula 3×2(9YZ)4A e, com isso, alcançou alta velocidade, chegando a voar. Ele então vestiu seu traje vermelho e amarelo e tornou-se Johnny Quick.

Com a união das duas editoras – que pertenciam ao mesmo dono – Johnny se tornou influenciado pelo Flash (Jay Garrick).

Johnny lutou ao lado dos aliados na II Guerra Mundial, foi membro do Comando Invencível e da Sociedade da Justiça. Ele se casou com Libby Lawrence – a super-heroína Liberty Belle -,mas se divorciou. Com ela teve a jovem Jesse Chambers, que herdou a invulnerabilidade da mãe e conseguia concentrar-se para fazer a fórmula funcionar, tornando-se Jesse Quick. Mais tarde, Jesse terminou perdendo o dom de se conectar à fórmula, ficando somente com a invulnerabilidade da mãe.

Johnny veio a falecer enquanto enfrentava o Professor Zoom, no retorno de Barry Allen, mas sua morte fez com que sua filha se reconecta-se a Força da Velocidade – a fórmula ficou considerada como uma ligação à Força da Velocidade, descoberta por Wally West, o terceiro Flash.

CURIOSIDADE: Além de Johnny se chamar Johnny Quick, o velocista perverso da Terra-3, membro do Sincidato do Crime, também se chamava Johnny Quick. Além dele, o velocista do universo de antimatéria também se intitulou assim.

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TENENTES MARVEL

Capitão Marvel e os Tenente Marvel por C.C. Beck
Capitão Marvel e os Tenente Marvel por C.C. Beck

Antes mesmo de Freddy Freeman se tornar o Capitão Marvel Jr. (dezembro de 1941), Mary Batson se tornar Mary Marvel (dezembro de 1942) e Dudley se tornar o Tio Marvel (outubro de 1943), em setembro de 1941, a família Marvel cresceu de forma bem expressiva com a inclusão dos Tenentes Marvel.

Eles nada mais eram do que uma coincidência. A aparição deles ocorreu em Whiz Comics #21, criados por C.C. Beck. A coincidência era por eles se chamarem Billy Batson.

Dr. Silvana cria um plano para matar o jovem Billy Batson e, para isso, envia três de seus capangas para sequestrá-lo, mas esses terminaram sequestrando três outros Billy: Billy “Matuto”, Billy “Cowboy” e Billy “Gordo”. Eles, junto com Billy Batson, jornalista da rádio WHIZ, formavam o Clube Billy Batson, devido a semelhança com os nomes. Em um encontro do clube, Billy lhes revelou que ele era o Capitão Marvel.

Quando Dr. Silvana descobriu que os três Billy conheciam àquele que ele desejava, decidiu usá-los como isca para conseguir o “original”. Assim que o consegue, amarra-o aos outros três e os colocam em uma serra elétrica, amordaçado. Billy consegue retirar a mordaça, mas o seu grito não é ouvido pelo mago, então ele pede a ajuda de seu companheiro para que todos gritem SHAZAM! juntos e, assim que o fazem, Billy se torna Capitão Marvel e os outros três viram Matuto Marvel, Cowboy Marvel e Gordo Marvel, os Tenentes Marvel.

Os Tenentes Marvel fizeram participações esporádicas nas histórias do Capitão Marvel. Quando Capitão Marvel e sua família foram para a DC Comics, os Tenentes Marvels só viriam a reaparecer em agosto de 1977, em Shazam #30. Eles chegaram a integrar o Esquadrão da Justiça, formado por personagens da Fawcett Comics. Durante a Crise nas Infinitas Terras, eles fizeram uma breve aparição, também.

Mais recentemente eles foram vistos na edição Multiversity: Thunderworld Adventures #1, de fevereiro de 2015, ajudando Capitão Marvel e sua família a derrotar Dr. Silvana e uma versão deturpada da Família Marvel.

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COMBATENTE IANQUE

Combatente Ianque por Alex Ross
Combatente Ianque por Alex Ross

1941 foi um ano em que grandes combatentes da liberdade e do sonho estadunidense surgissem. Depois de Escudo em 1940, personagens como Capitão América, Miss América, Cruzado Americano, Captain Flag e o Combatente Ianque tinham esse mesmo ideal. Este último surgiu em setembro de 1941, criado por Richard E. Hughes e Jon L. Blummer para a revista Startling Comics #10, da Nedor Comics.

O personagem era Bruce Carter III, descendente do patriota Bruce Carter que, no passado, recebeu uma missão especial do general – e primeiro presidente do EUA – George Washington, mas terminou sendo capturado pelos ingleses e os planos que ele carregava caíram nas mãos dos inimigos, deixando-o com um enorme remorso e mantendo-o preso no limbo. Então Bruce Carter faz uma aparição para seu bisneto e lhe ensina técnicas de combate e táticas de guerrilha, além de mostrar onde encontrar um manto e chapéu mágicos, que lhe dariam invulnerabilidade usual e super-força. Carter III então parte para combater os nazistas como o Combatente Ianque. Seu bisavô, como tinha a capacidade manipular o campo físico, sempre que aparecia para ajudá-lo em perigo imediato.

Além de Carter III, sua namorada Joan Farwell, que o conhecia o suficiente para não ser enganada por uma simples máscara, conhecia sua identidade civil.

Em setembro de 1942, Combatente Ianque ganhou sua própria revista, que durou até a edição 29, em agosto de 1949, quando foi cancelada.

45 anos após o cancelamento, em 1994, a editora AC Comics republicou as histórias do Combatente Ianque. Com isso, o Combatente chegou a aparecer em histórias da revista Femforce e terminou morrendo na revista Femforce #35. Mas na edição 71, quando outro personagem da Era de Ouro dos quadrinhos, o Capuz, morre, o espírito de Bruce Carter III retorna para ocupar seu corpo e, com a ajuda do super-herói Daredevil (outro personagem de domínio público – não confundir com o Demolidor da Marvel Comics), ele desenha um novo uniforme usando a sua capa e chapéu.

Em 2001, a AC Comics lançou uma nova série com o personagem, agora baseado na década de 1950, onde o Combatente Ianque e seu parceiro Kid Quick enfrentam os comunistas durante a Guerra Fria.

Quando caiu em domínio público, Alan Moore e Chris Sprouse usaram o personagem nas histórias de Tom Strong, na America’s Best Comics. Ele era membro do grupo SMASH e junto com outros membros do grupo, foi mantido em animação suspensa na Lua, desde 1969, por alienígenas. Na época, sua filha, Carol Carter havia atingido a idade adulta e se tornado sua aliada no combate ao crime, pois adquirira os mesmo poderes do Combatente Ianque. Depois de saírem da animação suspensa, todos os membros do SMASH enfrentaram os alienígenas, as o Combatente Ianque terminou morto ao tentar proteger sua filha. Quando o vilão Místico ataca a Terra, o SMASH volta a ativa e, por sugestão do super-herói Green Ghost, Carol adota a capa e o chapéu do pai, o que lhe permite ver o espírito de Bruce Carter III, que passa a ajudá-la, como seu bisavô fazia com ele.

Em 2007 a Dynamite Entertainment lança o Projeto Superpowers, de Jim Krueger e Alex Ross, e o Combatente Ianque é extremamente importante para o transcorrer da história, pois foi um dos responsáveis pelos acontecimento da minissérie, pois durante a Segunda Guerra Mundial, Ianque fica responsável por pegar a Caixa de Pandora de Hitler, mas durante a missão, além de prender todos os male de volta na caixa, prende, também, seu companheiros super-heróis. Na atualidade, já velho, ele precisa libertá-los, mas termina mortalmente ferido. Então Combatente Ianque se torna um espírito sólido e consegue, dessa forma, ajudar os outros super-heróis.

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CAPTAIN FLAG

Captain Flag por Sam Cooper
Captain Flag por Sam Cooper

Se vocês achavam que o Capitão América era patriótico, então é porque não conhece o Captain Flag.

O personagem surgiu na revista Blue Ribbon Comics #16, em setembro de1941, da editora MLJ Comics, sendo uma criação de Joe Blair e Lin Streeter. Ele era o mimado e rico Tom Townsend, filho do renomado inventor John Townsend.

John Townsend criou uma invenção que o fez ser sequestrado pelo vilão Mão Negra. Determinado a conseguir a invenção de Townsend pai, o Mão Negra sequestra Tom na intenção de forçar John a revelar a invenção, mas não consegue e, por causa disso, mata o inventor.

Logo depois uma águia gigante entra pela janela, destrói a base do Mão Negra e carrega Tom em suas garras, salvando-o. Ela leva Tom para seu ninho em cima de uma montanha e o alimenta até que ele se sinta melhor. Inspirado pela águia, Tom começa um treinamento rígido e vigoroso. Um dia a águia chega com uma bandeira dos Estados Unidos. Vendo isso como uma premonição, Tom decide criar um uniforme, coloca a bandeira como capa e adota o nome de Captain Flag, nomeando a águia como Yank. Os dois então partem para vencer o Mão Negra.
Captain Flag permanece na Blue Ribbon Comics #22, de março de 1942, quando a revista é cancelada.

Somente em 1966, Captain Flag retorna na Archie Comics na revista The Original Shield #2.

Captain Flag foi membro do grupo The Mighty Crusaders. E na edição 5 da revista do grupo, se uniu aos heróis The Web e The Fox e formou o grupo The Ultra-Men.

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AQUAMAN

Aquaman por Jim Lee
Aquaman por Jim Lee

A More Fun Comics #73, de novembro de 1941, trouxe o personagem Aquaman em suas páginas. Criado por Mort Weisinger e Paul Norris, Sua primeira aparição foi feita através de uma narrativa pessoal, como memórias. Ele fala que seu pai era um explorador que descobriu Atlântida e lá construiu uma casa, onde ensinou Arthur a se adptar ao mundo submarino.

Aquaman era extremamente forte e ágil, graças a pressão do fundo do mar, mas seu poder sobre os animais marítimos era temporário, durante em torno de um minuto. Ele não conversava com eles telepaticamente, mas conseguia “falar” com eles, desde que estivessem em uma proximidade de 18 metros, mais ou menos. Ele chegou a enfrentar submarinos nazistas e embarcações de do Eixo, durante a II Guerra Mundial, mas nunca fez parte de nenhum grupo de super-heróis, pois seu ambiente era a água, ele nunca ia para a terra firme. Ele teve histórias contínuas, saindo da More Fun Comics e indo para a Adventure Comics.

Na década de 1950, ele ganhou seu primeiro parceiro, o polvo Topo, mas ao final dessa década sua história ganhou novos elementos e ele ganhou um nome humano, Arthur Curry. Seu pai agora era Tom Curry, um faroleiro, e sua mãe era Atlanna, uma pária que residia no mundo aquático de Atlântida.

Esse novo Aquaman não havia nascido e aprendido a ser um ser aquático, mas sim um mestiço que tinha a capacidade de sobreviver embaixo d’água, além de se comunicar com os seres aquáticos. Arthur também teve um passado no qual atuou como Aquaboy e chegou a conhecer o Superboy.

Um dos seus maiores inimigos, surgiu nessa época também e é o meio-irmão de Arthur, Orm Curry. Ele nasceu do segundo casamento de Tom Curry, após a morte de Atlanna. Invejoso e com um ódio mortal pelo seu irmãos, pois possuía poderes incríveis e sempre o liberava de problemas, Orm se tornou o Mestre dos Oceanos.
Sua capacidade telepática surgiu com o tempo, bem como uma fraqueza bem inusitada. Ele somente poderia ficar uma hora fora d’água, senão morreria.

Na revista Brave and the Bold #28, de março de 1960, Aquaman se juntou ao Flash, Lanterna Verde, Mulher Maravilha – todos reconfigurados para a Era de Prata – e o Caçador de Marte e formou a super-equipe Liga da Justiça, com pequenas participações de Batman e Superman. Eles enfrentaram o monstro alienígena Starro, mas essa não foi a primeira vez que eles haviam se encontrado, como foi mostrado em Justice League of America #9, de fevereiro de 1962. Mas anos antes, em fevereiro de 1960, Aquaman ganhou seu parceiro mirim em Adventure Comics #269, Aqualad.

Já em sua revista-solo, em outubro de 1963, ele conheceu sua parceira e esposa, Mera, uma rainha de outra dimensão. Nessa época ele já havia sido coroado como soberano de atlante, após o falecimento do rei anterior, que não tinha herdeiros. Ele e Mera tiveram um filho, Arthur Curry Jr, que terminou assassinado pelo vilão Manta Negra.

Em maio de 1963, se juntou a esse grupo a personagem Tula, que ficou conhecida como Aquagirl. Ela era namorada de Garth, o Aqualad.

Aquaman já foi líder da Liga da Justiça, já trocou seu uniforme clássico por uma camuflada de azul. Seu irmão e suas origens tiveram ligações místicas. Em 1989, sua história teve mais uma mudança na qual ele é Orin, filho de Atlanna que é abandonado em Mercy Reef, pois ele possuía cabelos loiros, que foram considerados como uma maldição. Ele foi encontrado por um faroleiro que lhe deu o nome de Arthur Curry. Após seu pai adotivo desaparecer, ele conhece os inupiat e se apaixona por Kako, com quem tem um filho. Orm é ainda meio-irmão de Aquaman, mas dessa vez ele é filho de Atlan – pai de Orin – e de uma inupiat.

Tempos depois ele termina perdendo uma das mãos e mudando totalmente de atitude, coloca no lugar da mão um arpão com cabo retrátil e tira a blusa laranja substituindo por uma ombreira metalizada de gladiador. Nessa fase, Aquaman se torna extremamente violento, chegando a usar sua capacidade de controle dos animais para causar um tsunami.

Aquaman chegou a ser dado como morto, junto com outros membros da LJA, mas são trazidos de volta pelo Corvo Manitu. Nisso, Aquaman se tornou um tipo de deus dos mares. Quando ganha um corpo, Arthur substitui o arpão por uma mão criada pela Dama do Lago, que é água manipulada.

Aquaman, depois de perder seu eterno conselheiro Vulko, seu filho bastardo Koryak – que ele teve com Kako – e deixar seu pior inimigo, Manto Negro, ser devorado por tubarões. Se torna um eremita subaquático conhecido como Morador das Profundezas.

Ele termina falecendo ao enfrentar Narwhal, que supostamente é seu filho, mas retorna quando anéis negros trazem vários personagens de volta para serem Lanternas Negros.

Aquaman foi um dos participantes de extrema importância da saga Ponto de Ignição, enfrentando o exército de amazonas, lideradas pela Rainha Diana. Ele tem um novo começo em Novos 52, sendo muito bem aceito por vários leitores.

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ARQUEIRO VERDE E RICARDITO

Arqueiro Verde e Arsenal por Phil Hester
Arqueiro Verde (Oliver Queen) e Arsenal por Phil Hester

Muitos heróis usando arco e flecha surgiram nos quadrinhos, após o surgimento do personagem Arrow, da Centaur Comics, em 1938, mas nenhum outro durou como Arqueiro Verde e seu parceiro, Speedy (aqui no Brasil era conhecido como Ricardito).

Criados por Mort Weisinger e George Papp para a revista More Fun Comics #73, de novembro de 1941, eles são Oliver Queen e Roy Harper.

Ollie – como também é conhecido – era um milionário industrial que um dia caiu bêbado de seu iate e terminou naufragado em uma ilha, supostamente deserta, na costa da Califórnia. Enquanto estava lá, ele teve de se virar para sobreviver e aprendeu, sozinho, a usar um arco e flechas improvisados. Só que Ollie descobre que a ilha não é tão deserta quando piratas modernos desembarcam lá, que era a base deles. Usando sua habilidade recém-adquirida, Ollie derrota os piratas e os leva de volta, presos. Ele não se identifica e é chamado de Robin Hood moderno, então decide se tornar o vigilante Arqueiro Verde.

Tempo depois, ele conhece o jovem Roy Harper Jr. que era um fã dele. O pai de Roy, Roy Harper, era um guarda florestal que salvou uma tribo navajo de um incêndio florestal, mas terminou morrendo durante o ato. Então Roy foi criado por Arco Valente, um membro da tribo, que o ensina a usar arco e flecha. Quando conhece o Arqueiro Verde, os dois decidem disputar para ver quem é o mais rápido, só que um assalto termina ocorrendo e ambos precisam encarar os bandidos. Roy impressiona o Arqueiro Verde com sua velocidade com arco e flecha e este o adota, tornando seu parceiro Speedy.

Os dois agiam em Star City e se assemelhavam em vários aspectos ao vigilante de Gotham City, Batman. Ollie tinha um Flecha-carro, um Flecha-plano, eram chamados pelo sinal-Flecha e viviam na Flecha-caverna.

Em 1946, as histórias do Arqueiro Verde mudaram da More Fun Comics e foram para a Adventure Comics e World’s Finest Comics.

Arqueiro Verde e Speedy conseguiram sobreviver aos problemas que os quadrinhos sofreram com a decadência pós-II Guerra Mundial, a ascensão de caubóis e quadrinhos de romance e o psiquiatra Fredric Wertham. Quando a Era de Prata chegou, Arqueiro Verde chegou a integrar a Liga da Justiça da América, enquanto Speedy se tornou um membro tardio da Turma Titã.

Em 1969, o desenhista Neal Adams deu uma nova aparência para Ollie, lhe colocando um cavanhaque Van Dyke irreconhecível e que se tornou característico do personagem. Tanto que o roteirista Denny O’Neil pede que seja usado no personagem nas histórias da Liga da Justiça. Nas histórias, O’Neil decide que Ollie perde sua fortuna e se torna um ativista esquerdista, defensor dos direitos humanos, e sempre bate de frente com Batman e Flash (Barry Allen).

No ano seguinte, em 1970, O’Neil e Adams se uniram para escrever e desenhar a jornada de Oliver Queen e Hal Jordan pelos Estados Unidos na revista Green Lantern/Green Arrow. Nas histórias vemos mais do lado humanista político e nervoso do novo Oliver Queen. Uma das grandes mudanças nessas histórias também veio com Roy Harper, que, devido a negligência de seu tutor, começou a se drogar. Temos umas das cenas mais emblemáticas de todos os tempos, com uma mudança brusca do lado humanista de Ollie, ao agredir Roy.

Roy consegue sair dessa, não graças a Ollie, mas sim de Dinah Lance, a Canário Negro, e seus amigos da Turma Titã. Ele se torna conselheiro de um grupo antidrogas e membro do DEA, órgão do governo estadunidense de combate às drogas.

Enquanto isso, Ollie e Hal conhecem o engenheiro John Stewart, que viria a se tornar o terceiro Lanterna Verde. A série teve grande sucesso, mas não alavancou as vendas da revista do Lanterna Verde. Então, as histórias de Ollie foram deslocadas para a Action Comics, dividindo espaço que Superman.

Ano depois ele ganhou uma pequena série que mostrava a rivalidade com um de seus piores inimigos, Conde Vertigo. Nessa época, Ollie chegou a ser colunista de jornal e se candidatou a prefeito de Star City.

Depois de Crise nas Infititas Terras, Arqueiro Verde foi agraciado por ser escrito e desenhado pelo artista Mike Grell, que criou a minissérie Caçadores, onde Ollie vivia com Dinah Laurel Lance e ela termina sendo sequestrada e violentada, levando Ollie a caçar os agressores e matá-los. Também surge a personagem Shado, uma arqueira japonesa que violenta Oliver e termina tendo um filho dele.

Grell continuou com o personagem e se desfez das flechas gadgets de Oliver, lhe deu um ar mais urbano, alterando seu uniforme, e criou novo inimigos e amigos, distanciando o Arqueiro Verde e a Canário Negro do restante do Universo DC. Eles agora residiam em Seattle e tinham uma floricultura. Além disso, Grell mudou aspectos da origem de Oliver, colocando-o como um herdeiro de um império milionário que o ganha após a morte de seus pais. Mantem-se os aspectos do naufrágio na ilha, mas amplia sua história para um treinamento no Tibet, além de incluir a personagem Brianna Stone, um ex-namorada radical, que ele conhecera na faculdade. A série teve grande sucesso, mas a DC não gostou do distanciamento e começou a incluir o personagem em outras histórias do Universo DC.

Quando Grell deixou a série, Arqueiro Verde retornou totalmente para o Universo DC, participando como personagem coadjuvante em histórias da Liga da Justiça e do Lanterna Verde.

Em dezembro de 1994, Oliver esteve na saga Zero Hora, onde Hal Jordan, transformado em Parallax, decide reconfigurar o tempo, pois queria que Coast City, sua cidade, não fosse destruída por Mongul e o Super-ciborgue. Ao final da saga, Ollie acerta seu melhor amigo com uma flecha, aparentemente, matando-o. Isso o abala drasticamente, e as coisas não melhoram quando ele descobre que uma antiga namorada, Sandra Moonday Hawke, teve um filho com ele, o jovem Connor Hawke. Quando conhece Connor, só acredita ser um jovem que o admira, mas depois descobre o segredo e se aborrece. Ollie termina morrendo quando busca impedir terroristas de destruir Metropolis, e Connor assume seu legado.

Nesse interim, Roy começou a trabalhar para o CBI, liderado pelo Sangento Steel. Lhe foi incumbido de investigar a assassina profissional Jade Mguyen, conhecida como Lince, mas termina se relacionando com ela, que depois abandona. Ao saber que Jade teve uma filha dele, Lian, Roy se une ao Asa Noturna, ex-Robin e amigos de longa data, para impedir Lince de assassinar um diplomata.

Roy depois se muda para Los Angeles e se torna investigador particular, mas logo depois se junta ao grupo de espionagem e ação tática, Xeque-Mate, e se torna Arsenal. Ele decide reformular os Titãs, mas não dá certo, pois são sequestrados por Vandal Savage. Anos depois, com a morte de Donna Troy, ex-Moça Maravilha e atual Tróia, nas mãos de um androide do Superman, Roy se juntou ao Asa Noturna e formou um novo grupo de Renegados.

Passado vários anos, o roteirista Kevin Smith traz Oliver Queen de volta dos mortos na minissérie “O Espírito da Flecha”. Nela Oliver retorna graças ao seu amigo Hal Jordan que, antes do sacrifício em Noite Final, decide trazê-lo dos mortos, mas, apesar das memórias e lembranças, é uma casca vazia.

Nessa minissérie, além de Oliver fazer parceria com seu filho Connor, com seu ex-parceiro Roy e sua ex-namorada Dinah, ele conhece a jovem Mia Dearden, uma moça que é portadora do HIV, e que se torna sua nova pupila. Mas ele consegue conquistar sua alma de volta graças, novamente, ao seu amigo Hal Jordan, que se tornara o novo Espectro.

Daí por diante, Ollie decide treinar Mia a tornando a nova Speedy. Ele assume o romance com Dinah, prometendo ser mais fiel, e assume a paternidade de Connor, aceitando-o como o segundo Arqueiro Verde. Roy se muda para Star City e se torna mais ativo na vida de Ollie, fazendo, às vezes, parcerias. Ele se torna o Arqueiro Vermelho e integra a Liga da Justiça, vindo a ter um romance com Kendra Saunders, a Mulher-Gavião.

Oliver volta a atividade de empresário, reerguendo sua empresa, e termina enfrentando novos perigos e inimigos. Ele se casa com Dinah – que não dura muito tempo – e volta a se candidatar a prefeito de Star City, mas dessa vez sai vitorioso. Star City sofre um desastre causado pelo vilão Prometeus, que antes atacara a Liga e decepara o braço de Roy. No ataque a cidade de Roy e Ollie, Lian, que estava sob os cuidados de Mia, termina morrendo, causando um colapso nervoso em Roy e tornando-o irascível e, às vezes, irracional. Enquanto isso, Ollie parte na caça de Prometeus e, sem dó e nem piedade, o mata.

Depois dos acontecimentos de Ponto de Ignição, onde as empresas de Oliver, a Green Arrow Industries, fornece armamento pesado ao exercito em constante luta contra os chamados meta-humanos, Oliver Queen e Roy Harper ganham novas história em Novos 52.

Alguns aspectos da história de Oliver e Roy são mantidos, mas mudanças significativas aconteceram, também, como Roy agora é parceiro do segundo Robin, Jason Todd, o Capuz Vermelho, no grupo Renegados, tendo um affair com a alienígena Estelar. Já Oliver mantem-se como donos das Empresas Queen e a noite veste seu traje de ação, se tornando o Arqueiro Verde, mas nunca teve nenhuma relação com Dinah Lance.

CURIOSIDADE: O sucesso do personagem Oliver Queen na série de TV “Smallville”, onde ele era vivido pelo ator Justin Hartley – que por pouco não viveu o personagem Arthur Curry em “Mercy Reef” -, lhe garantiu um série-solo, Arrow, que estreou em 22 de outubro de 2012, com o ator Stephen Amell a frente vivendo Oliver Queen e o arqueiro. O nome Arqueiro Verde só veio a surgir no primeiro episódio da quinta temporada (07/10/2015), onde ele assumiu um novo uniforme e um novo nome.

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CAPITÃO MARVEL JR.

Capitão Marvel Jr. (Freddy Freeman)
Capitão Marvel Jr. (Freddy Freeman)

Em dezembro de 1941, a Fawcett Comics decidiu ampliar um pouco a família Marvel e criou o personagem Capitão Marvel Jr. na Whiz Comics #25.

Criado pelo editor Ed Herron e pelo desenhista Mac Raboy, Fraddy Freeman era um jovem que enquanto acompanhava seu avô em uma pesquaria, terminou atacado pelo Capitão Nazista. Nisso seu avô terminou morto e ele perdeu o movimento das pernas. Na intenção de salvá-lo, Capitão Marvel pede ao mago Shazam para ajudar o jovem Freddy e o mago pede que o herói forneça parte de seu poder ao rapaz e, assim que Freddy pronunciava “CAPITÃO MARVEL”, tornava-se Capitão Marvel Jr.

Como a intenção de Herron era um traço mais realista, ele não chamou C.C.Beck – responsável pela criação do Capitão Marvel e dos Tenentes Marvel -, pois seu traço era mais caricato. A contratação de Raboy foi totalmente estratégica, mas deu um ar diferente ao personagem. Diferente de Billy Batson que se tornava um adulto quando se transformava em Capitão Marvel, Freddy mantinha a juventude. Outra diferença estava na cor do uniforme, pois o traje de Capitão Marvel Jr. era azul com capa vermelha, enquanto do Capitão Marvel e dos Tenentes Marvel eram vermelhos com capa branca.

Capitão Marvel Jr., quando voltava a ser Freddy Freeman, continuava como um paralítico e precisava usar um par de muletas para se locomover, o que lhe fazia lembrar do que Capitão Nazista havia feito com ele e seu avô, e por isso se tornou obstinado por derrotá-lo.

O sucesso da Família Marvel foi certo para as crianças e adolescentes do Estados Unidos, o que incitou a fúria da concorrente, National Periodicals Publications, que processou a Fawcett Comics, dizendo que o Capitão Marvel era um plágio do Superman. A National Periodicals ganhou o processo, o que fez com que a Fawcett interrompesse suas publicações na década de 1950.

Como o Capitão Marvel e toda sua família entrou no limbo editorial, o nome Capitão Marvel foi adquirido pela Marvel Comics e usado em 1967 no seu novo personagem.

Na década de 1970, a National Periodicals Publications (já conhecida como DC Comics), adquiriu os personagens da Fawcett e relançou toda a família Marvel, inclusive Freddy Freeman.

A história de Freddy foi mantida intacta, mas foi adicionado um parentesco entre ele e o personagem Kid Eternidade, da Quality Comics. E todos os personagens viviam no Planeta S.

Depois de Crise nas Infinitas Terras, Freddy ganhou novos aspectos, como uma amizade com o repórter junior da Radio WHIZ, Billy Batson, era um atleta do Colégio Binder e tinha uma atração pela irmã de Billy, Mary. A forma como ele surgiu manteve-se muito semelhante, mas agora ele e seu avô estavam na Baía Fawcett, quando Capitão Marvel e Capitão Nazista se enfrentavam. Este cai no lago e os Freeman tentam ajudá-lo, mas sao mortalmente atacados pelo vilão. Partindo em seu socorro, o Capitão Marvel os leva para o hospital, onde o avô de Freddy fica em coma, enquanto ele tem a espinha partida e perde o movimento de uma das pernas. Capitão Marvel e Mary Marvel levam o jovem Freddy até o mago Shazam que dá ao rapaz parte do poder do Capitão Marvel. Com isso, Marvel Jr. parte atrás de Capitão Nazista e o derrota. Nazista é levado em custódia para uma prisão, enquanto Mary consola o jovem.

Capitão Marvel Jr., quando estava na Fawcett, além de fazer parte da Família Marvel, também integrou o Esquadrão da Justiça, um grupo formado por personagens da Fawcett Comics. Na DC Comics, ele integrou a Família Marvel, os Novos Titãs, a Justiça Jovem e dos Renegados. Depois de Crise Infinita, o mago Shazam terminou se sacrificando para salvar a humanidade da fúria de Espectro, forçando Billy Batson a assumir o posto de Sahzam. Com isso, é passado a Freddy a determinação de encontrar as seis forças que integram Shazam e se tornar o novo Capitão Marvel.
Como Capitão Marvel, Freddy foi membro da Liga da Justiça da América.

CURIOSIDADES: Quando a Fawcett Comics entrou em falência, cessando a publicação das histórias da família Marvel, a L. Miller & Sons contratou o artista Mick Anglo, que recriou uma Família Marvel diferente. Capitão Marvel Jr. se tornou Young Marvelman. Reza a lenda que o rei do rock, Elvis Presley, adorava o personagem Capitão Marvel Jr. Por isso, em homenagem ao cantor, o artista Alex Ross desenhou o personagem na minissérie Reino do Amanhã com semelhanças ao traje de Elvis.

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O LIBERTADOR

O Libertador
O Libertador

Se vocês achavam que um personagem que se transformava de forma inesperada e dolorosa de um franzino cientista em um ser extremamente musculoso e invulnerável foi uma inovação da Marvel, baseada na obra imortal de Robert Louis Stevenson, O Médico e o Monstro, então precisam conhecer o Liberador.

A primeira aparição dele foi na revista Exciting Comics #15, em dezembro de 1941, e ele era o professor de química, Dr. Nelson Drew. Drew descobriu uma fórmula egípcia antiga, conhecida como Lamesis, que o transformava, temporariamente, em uma outra pessoa que possuía força sobre-humana, velocidade e invulnerabilidade. Drew então decide usar essa capacidade para enfrentar os nazistas durante a II Guerra Mundial, mas cada vez que se transformava, sofria uma enorme dor, devido a alteração de sua musculatura e, as vezes, sempre ocorriam em momentos inesperados.

Libertador permaneceu na Exciting Comics até a edição #35, de outubro de 1944.

O super-herói somente voltou aos quadrinhos em junho de 2011, quando Alan Moore e Chris Sprouse o introduziram nas histórias de Tom Strong na edição 12, como membro do SMASH. Ele encontrava-se em animação suspensa desde 1969, quando alienígenas sequestraram a ele e outros membros do grupo.

Depois Libertador reapareceu no Projeto Superpowers da Dynamite Entertainment, de Jim Krueger e Alex Ross. Ele, junto com outros personagens da Era de Ouro dos quadrinhos, havia sido aprisionado pelo Combatente Ianque dentro da Caixa de Pandora para que as lutas se encerrassem, mas foi libertado, voltando a ação e, agora, protegendo o presidente dos EUA.

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SANDY, O GAROTO DE OURO

Sandman (Sanderson "Sandy" Hawkins) por Alex Ross
Sandman (Sanderson “Sandy” Hawkins) por Alex Ross

A revista Adventure Comics #69, de dezembro de 1941, veio com muitas mudanças nas histórias de Sandman, uma delas foi o surgimento de Sandy, o Garoto de Ouro.

Sanderson “Sandy” Hawkins foi criado por Mort Weisinger e Paul Norris. Ele era o sobrinho da namorada de Wesley Dodds – o Sandman original -, Dian Belmont. Ele era um fã do vigilante e desejava se tornar seu parceiro.

Quando Wesley encontrava-se em outra missão, sua determinada namorada, Dian, iniciou uma investigação e terminou assassinada por um espião nazista. Com isso, Wesley decide mudar seu uniforme, para algo mais super-heróico, um colante amarelo e roxo. Nesse meio tempo, Sandy tornou-se parceiro de Wesley e adotou um traje amarelo e vermelho.

Na época a dupla chegou a integrar o Comando Invencível. Mas tempos depois, Sandy terminou se transformando em um monstro de silício após a explosão de uma nova pistola experimental de seu mentor. Com isso, Wesley colocou-o em animação suspensa, para que pudesse descobrir uma cura para o problema.

Wesley consegue descobrir uma forma de Sandy manter seu corpo físico de forma concreta e, ao libertá-lo, percebe que o rapaz não envelheceu nada.

Depois de Crise nas Infinitas Terras, Sandy foi junto com o seu mentor para o Mundo Abissal, onde enfrentam um demônio dimensional. Ele retorna em Zero Hora, onde o Sandman original termina morto pelo Extemporâneo. Sandy assume o posto de seu mentor na Sociedade da Justiça da América, como o novo Sandman. Ele faz uso dos seus poderes adquiridos depois do acidente para combater os vilões.

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MULHER-MARAVILHA

Mulher-Maravilha por George Pérez
Mulher-Maravilha por George Pérez

(AS INFORMAÇÕES A SEGUIR NÃO ESTÃO ORDENADAS, ELAS SÃO LEMBRANÇAS MINHAS, SENDO ASSIM, ESTÃO EM ORDEM DE MINHAS LEMBRANÇAS. TAMBÉM NÃO POSSUEM TODAS AS INFORMAÇÕES SOBRE A PERSONAGEM, POIS É MUITA HISTÓRIA PARA CONTAR).

Ela está longe de ser a mais antiga super-heroína dos quadrinhos, além de também a que está a mais tempo na ativa – a Marvel, recentemente, trouxe de volta a primeira Viúva Negra (agosto de 1940), Claire Voyant, na revista The Twelve -, mas, com certeza, é a que tem mais extensão de histórias, sendo a mais conhecida das super-heroínas. De quem estou falando? Da Princesa Diana, a Mulher-Maravilha.

Diana tem a mais longeva histórias nos quadrinhos. Isso graças ao seu criador, o Dr. William Moulton Marston, que fez um acordo com a National Periodicals para que sua personagem nunca deixasse de ser publicada.

A estreia da Mulher-Maravilha ocorreu em dezembro de 1941 na revista All-Star Comics #8, da editora All-American Publications. Ela era uma princesa amazona, criada por sua mãe através do barro, que foi abençoada pelos deuses do Olimpo com grandes dons. Mas, como todas as outras amazonas, Diana era submetida à lei de Afrodite, ou seja, caso seus pulsos fossem amarrados, ela perdia seus poderes.

O primeiro desenhista da Mulher-Maravilha, mesmo que não seja creditado como co-criador, foi H.G Peter. Também dizem que a esposa de Marston, a sra. Elizabeth Holloway Marston, também auxiliou na criação da personagem.

Durante a Era de Ouro dos quadrinhos, a Mulher-Maravilha veio ao Mundo dos Homens com o piloto Steve Trevor, depois de vencer outras amazonas em um torneio que sua mãe, a rainha Hipólita, realizou. Na história, a necessidade de Trevor sair da ilha é explicado como uma exigência de Afrodite às amazonas, pois elas haviam sido guerreiras que, mesmo tendo vencido Hércules em batalha, foram escravizadas e algemadas, ardilosamente, pelo semi-deus. Afrodite exigiu às amazonas que nenhum homem poderia pisar na Ilha Paraíso, senão elas perderiam sua imortalidade.

Além de se tornar uma super-heroina, a Mulher-Maravilha foi membro da Sociedade da Justiça da América, grupo formado pelos super-heróis da Era de Ouro, onde fazia o serviço de secretária do grupo.

As histórias da Mulher-Maravilha, apesar de ser uma forma de mostrar a força da mulher, sempre possuíam cenas nas quais a personagem terminava sendo submetida a lei de Afrodite e sendo socorrida pelo seu constante parceiro, Steve Trevor.

Mulher-Maravilha por Nicola Scott
Mulher-Maravilha por Nicola Scott

Ela conseguiu sobreviver ao período sombrio dos quadrinhos e chegou a Era de Prata que modificou alguns fatores de sua origem. Agora sua mãe, a rainha Hipólita, recebera a visita de vários deuses – e do semi-deus Hércules – que abençoaram sua filha com grandes dons. Chegou-lhes a notícias que todos os homens haviam morrido, sendo assim, as amazonas precisariam procurar um local para ela, Diana, mostrando enorme presteza, construiu a embarcação das amazonas e enfrentou grandes males, até que as guerreiras chegassem a Ilha Paraíso, onde viveram isoladas da humanidade. A deusa Atena então diz a Hipólita que uma amazona deverá ser escolhida para ir ao mundo dos homens e lutar pela justiça em nome das mulheres.

Sabendo que sua filha gostaria de participar do combate, Hipólita pede que todas se vistam como Diana e usem máscaras para disfarçar. Ao final, Diana vence e recebe a missão de transformar uma moeda em um milhão de dólares. Nesse momento, o jato de Steve Trevor sofre um acidente sobre a Ilha Paraíso e Diana o salva. Eles então vão para o Mundo dos Homens, onde Diana passa por dificuldade com sua missão, mas, ao final, ela desfia a moeda de ouro e constrói uma ponte.

Essa Mulher-Maravilha se tornou, depois, membro-fundador da Liga da Justiça da América. Foi, durante anos, a única mulher que era membro de um grupo formado por homens.

Na Era de Bronze dos quadrinhos, a Mulher-Maravilha viria a perder sua ligação com os deuses e com a amazonas, o que lhe faria perder os poderes, dessa forma ela se torna uma agente conhecida como Diana Prince. O roteirista, na época, chegou até a transformar a cor de sua pele.

Essa fase não durou muito e ao retornar com seus poderes, Mulher-Maravilha foi de extrema importância tempo depois, durante a Crise nas Infinitas Terras. Na saga, a personagem da Era de Prata, termina sendo “dissolvida” pelo Anti-Monitor, enquanto a Diana da Ilha Paraíso foi para o Olimpo, ficar ao lado dos deuses com sua filha, Hilópita “Lyta” Trevor, a Fúria da Corporação Infinito.

Em Fevereiro de 1987, o artista George Pérez, na revista Wonder Woman #1, revitalizou a história da Mulher-Maravilha. Sua mãe, Hipólita, e sua tia, Antíope, foram trazidas à vida pelas deusas do Olimpo, bem como outras grandes guerreiras. Elas viviam em harmonia até serem desafiadas por Héracles – influenciado por Ares – e Teseu. Demonstrando ser uma guerreira superior a Héracles, Hipólita o vence facilmente, e termina o aceitando em sua cama. Em um ardil, Héracles, Teseu e outros guerreiros vencem as amazonas e as aprisionam, tomando delas os Cinturões de Gaia, que pertenciam à Hipólita e Antíope.

Após receber uma visita de Atena, que lhe dá força para se libertar, Hipólita e suas amazonas se vingam dos guerreiros de Héracles e Teseu. Com desavenças de ideias, Hipólita e Antíope se separam. Àquelas que seguiram Hipólita, foram para Themyscira, uma ilha no meio do nada, onde ninguém poderia sequer chegar. Lá, as amazonas de Hipólita tiveram que enfrentar um grande mal, que aprisionaram atrás de um portão extremamente pesado. Elas construíram sua cidade e lá viveram, em uma ilha que era um verdadeiro paraíso.

Um dia, a óraculo de Themyscira, Menalipe, recebe uma mensagem dos deuses para que Hipólita fosse à beira do mar e fizesse um bebê de barro, durante a aurora. Esta bebê foi abençoada por Démeter (força e poder), Afrodite (beleza e amor), Atena (sabedoria), Ártemis (olho de caçadora e compreensão das feras), Héstia (afinidade com o fogo, para abrir o coração dos homens) e Hermes (velocidade e poder de voo). Hipólita lhe deu o nome de Diana, e esta cresceu como se fosse filha de todas as amazonas, sendo treinada como uma exímia guerreira.

Menalipe, então, tem uma visão que Hipólita precisará enviar uma guerreira para o Mundo Patriarcal. Diana deseja fazer parte da competição que enviará a guerreira, mas sua mãe não lhe permite. Então, após ter uma visita da deusa Atena, Diana coloca um elmo que esconde sua identidade e participa da disputa, vencendo-a. Quando descobre a vencedora e sabendo que foi a deusa Atena que encaminhou sua filha para isso, Hipólita lhe presenteia com braceletes capazes de resistir a tiros. Diana recebe um traje baseado no símbolo que uma antiga mulher que chegou à ilha havia deixado.

Enquanto isso, no Mundo Patriarcal, o coronel Steve Trevor recebe a missão de pilotar um jato e fazer uma exibição no meio do nada. No mesmo momento, Diana recebe da deusa Ártemis um laço dourado, forjado no fogo da verdade, tendo como base o cinturão de Gaia. Depois parte em uma viagem com Hermes até o Areópago, onde encontra a deusa Harmonia e recebe dela um talismã.

Neste instante, o jato de Trevor atravessa o Mundo Patriarcal, chegando até Themyscira, onde seu co-piloto, dominado por Ares, joga uma bomba sobre a ilha, mas Diana chega a tempo e, além de se desfazer da bomba, ainda salva Trevor.
Sem saber o que fazer com o piloto, as amazonas recebem uma visita de Atena que incumbe Diana de levá-lo de volta ao mundo dos homens e iniciar sua missão que, inicialmente, seria o de derrotar Ares.

Diana de Themyscira não foi uma das fundadoras da Liga da Justiça, mas sua primeira missão ao lado de outros super-heróis ocorreu na minissérie Lendas, onde ela os ajudou a combater os Cães de Guerra de Darkseid. Mas, depois de se estabelecer no Mundo dos Homens e aprender o inglês – Diana aprendeu com sua amiga Julia Kapatelis – e ser apelidada de Mulher-Maravilha pela promoter Mindy Mayer, Diana integrou a Liga da Justiça Europa, a Liga da Justiça Internacional, a Ligada Justiça América, a Força-Tarefa Liga da Justiça. Mais tarde descobriu que seu nome e traje eram uma homenagem a piloto Diana Rockwell Trevor – mãe de Steve Trevor -, que ajudou as amazonas a defender Themyscira contra os monstros que ali habitavam.

Arte conceitual de Mulher-Maravilha em "Batman vs. Superman: A Origem da Justiça"
Arte conceitual de Mulher-Maravilha em “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça”

Diana também descobriu que sua mãe havia ido ao Mundo Patriarcal e sido a primeira Mulher-Maravilha e integrado a Sociedade da Justiça.

Diana se estabeleceu em Boston e lá conheceu a jovem Cassandra Sandsmark, que se tornou a Moça-Maravilha. A primeira Moça-Maravilha, Donna Troy, que Diana considerou como “irmã”, foi descoberto que tinha recebido memórias falsas, pois era uma jovem treinada pelos Titãs e Titanides em Nova Cronos.

Hipólita, após reencontrar as amazonas que haviam seguido sua irmã, Antíope, em Bana-Mighdall, decidiu que uma nova prova deveria ser feita, pois acreditava que sua filha não cumprira com a missão que lhe foi incumbida, então Diana terminou enfrentando a guerreira Artemis e é derrotada. Sendo assim, Artemis se torna a nova Mulher-Maravilha e Diana começa a agir como uma profissional não promovida pelas amazonas. Isso dura pouco, mas o que ocorre depois se torna bem pior, pois Diana termina matando o publisher Maxwell Lord ao vivo, pois ele dominara o Superman mentalmente. Isso a levou a reclusão e ela se tornou uma agente do DMA (Departamento de Assuntos Meta-Humanos), ao lado de Nemesis. Em seu lugar, Donna Troy se torna a nova Mulher-Maravilha, mesmo que temporariamente.

Quando Diana volta ser Mulher-Maravilha, ela enfrenta os mais variados problemas, mas nenhum e pior do que ser capturada e torturada pelo DMA. Quando é solta por Nemesis, descobre que sua mãe, a rainha Hipólita, havia voltado dos mortos – ela foi morta na minissérie Mundos em Guerra – graças a bruxa Circe, e decidira invadir os EUA. ocasionando uma Guerra na qual Diana toma o lado do Mundo Patriarcal.

Diana ainda enfrentou outras amazonas que desejavam sua morte, pois achavam que nenhuma criança deveria ter nascido em Themyscira. Foi um dos membros mais significativos da Liga da Justiça. Mas em 2011 tudo mudou.

Durante a minissérie Ponto de Ignição, Diana se torna a Rainha Diana e entre em conflito contra o Mundo Patriarcal e, principalmente, contra o Rei Aquaman, com quem chegou a ter um romance, mas por ter matado a esposa deste, a Rainha Mera, iniciou um conflito severo. Depois de Flash reestabelecer o tempo, ela retorna em Novos 52, onde sua história é, novamente, modificada.

Em Novos 52, Diana é filha de Zeus com Hipólita e, por conseguinte, herdeira do elmo de Ares. (Desconheço essa Diana e, por isso, paro por aqui).

CURIOSIDADE 1: A Mulher-Maravilha recebeu um seriado na década de 1970, estrelado pelo ex-Miss América Lynda Carter.

CURIOSIDADE 2: Além de ser a Mulher-Maravilha, Diana chegou a vestir o traje da personagem Miss América, durante um curto período.

CURIOSIDADE 3: A Mulher-Maravilha receberá um filme em 2017, estrelado pela atriz e modelo Gal Gadot (que já interpretou a personagem no filme “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça).

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OS SETE SOLDADOS DA VITÓRIA

Os Sete Soldados da Vitória por Lee Moder
Os Sete Soldados da Vitória por Lee Moder

No inverno de 1941, a National Comics Publications lançou a revista Leading Comics #1 e nela vinha o primeiro encontro da equipe Sete Soldados da Vitória, criado por Mort Weisinger e Mort Meskin.

O grupo era composto por Arqueiro Verde e seu parceiro Speedy, Cavaleiro Andante, Vigilante, Vingador Escarlate, Sideral e seu parceiro Fúria. Também participaram como coadjuvantes os parceiros Sardento – do Vigilante – e Wing – o parceiro oriental do Vingador Escarlate. Eles são considerados o segundo grupo de super-heróis dos quadrinhos e a sua primeira missão foi impedir os agentes do vilão Mão (mais tarde chamado de Mão de Ferro), Big César, Manequim, Agulha, Professor Merlin e Dragão vermelho. Nessa época foram chamados de Legionários da Lei. A equipe tem aventuras contínuas até a edição 14 da revista.

Na década de 1970, a equipe retorna na comemoração da edição 100 de Justice League of America, quando a Sociedade da Justiça da América da Terra-2 e a Liga da Justiça da América da Terra -1 precisam enfrentar uma mão etérea gigante do Mão de Ferro, que pretende destruir o mundo. A reunião do grupo precisa ocorrer, pois eles já haviam enfrentado uma ameaça semelhante no passado e vencido.

Então a SJA e a LJA descobrem que os Sete Soldados estão separados no tempo. Então se separam em grupos para encontrá-los: Senhor Destino, Elektron e Homem-Elástico vão encontrar Vingador Escarlate, que acredita ser o deus asteca do sol; Superman, Sandman e Metamorfo foram buscar Cavaleiro Andante na horda de Gengis Khan; Gavião Negro, Dr. Meia-Noite e a Mulher-Maravilha da Terra-2 vão em busca do Arqueiro Verde da Terra-2, que é confundido como Robin Hood; Batman, Homem-Hora e Starman resgatam Fúria do Egito Antigo; Arqueiro Verde da Terra-1, Canário Negro e Johnny Thunder e Trovão salvam Vigilante de um tribo no velho oeste; Aquaman, Pantera e o Lanterna Verde da Terra-1 buscam Sideral a 50.000 anos no passado; Zatanna, Flash da Terra-1 e Tornado Vermelho salvam Speddy da Grécia Antiga, onde fora transformado em um centauro pela bruxa Circe; e o Lanterna Verde da Terra-2, Senhor Incrível e o Robin da Terra-2, buscam descobrir o túmulo do último soldado desconhecido. Os Sete Soldados, então reunidos, criam uma nebulosa e discutem quem se sacrificará para levá-la, só que o androide Tornado Vermelho se adiante e a leva, vencendo o Mão de Ferro, mas é destruido no processo.

Depois de Crise nas Infinitas Terras, Arqueiro Verde e Speedy não foram mais considerados como membros-fundadores dos Sete Soldados da Vitória, dando lugar para Sardento e Wing. Mas na década de 1990, o status quo do grupo é modificado quando Wing não é mais considerado como parceiro do Vingador Escarlate e é introduzido o Aranha – um personagem que era publicado pela Quality Comics na revista Crack Comics. Ele se torna o verdadeiro estopim dos acontecimentos narrados anteriormente, mas ao final Wng termina se sacrificando pelo grupo.

Entre os anos de 2005 e 2006, Grant Morrison decidiu refazer os Setes Soldados da Vitória na série 7 Soldiers of Victory. O grupo era formado por outros membros, que pouco lembravam os membros originais – com exceção da Sir Ystin, a Cavaleira Andante, que claramente seguia o legado do antecessor. Eles eram Frankenstein, do grupo SOMBRA, Sir Ystin, a Cavaleira Andante, o Guardião de Manhattan, Zatanna, Klarion, o Garoto Bruxo, Mulher-Bala e Senhor Milagre. Eles precisavam salvar a Terra e proteger a humanidade de Sheeda. Ao final, cada um teve um destino diferente e, devido ao sucesso, chegaram a aparecer em outras minisséries e sagas.

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