Às vezes, uma franquia de filmes precisa agradecer a um novo ator. Algumas franquias que começaram bem e agradaram ao público acabam se tornando tornando obsoletas e tão terríveis quanto cenoura numa salada. Mas não tenha medo: assim como você pode jorrar seu molho favorito na salada e dar-lhe nova vida, franquias obsoletas também podem ser salvas com a simples adição de algo novo e revigorante!

Jason Segel – Os Muppets1

A franquia Muppets estava praticamente morta antes de Jason Segel, que ressuscitou os fantoches de feltro em 2011. O filme anterior – primeiro a ter uma história original desde a morte do criador Jim Henson – não agradou a quase ninguém – ok, ninguém na verdade. Muppets do Espaço nem sequer alcançou seu orçamento. Foi Segel que deu nova vida à franquia em 2011 ao escrever um roteiro que, de uma só vez, homenageou a sensação retrô dos Muppets e atualizou a franquia com humor fresco, cativando os fãs clássicos e a nova audiência. O resultado foi um enorme sucesso pra Disney, pros Muppets e pra Segel – e um sucesso de bilheteria.

Ryan Reynolds – Deadpool2

Ryan Reynolds tem a distinção bizarra de estar por trás das duas únicas versões cinematográficas do Deadpool até hoje – e teve que usar a segunda pra compensar a primeira. Aparecendo pela primeira vez em X-Men Origens: Wolverine, Deadpool foi retratado como um personagem que inexplicavelmente não tinha boca. Não é culpa de Reynold, foi uma decisão criativa de alguém que claramente nunca leu nada do Deadpool, mas certamente os fãs xingaram muito no Twitter. Deadpool sem boca é como um Wolverine sem garras. Agora que Deadpool tem seu próprio filme, Reynolds conseguiu satisfazer até mesmo o mais cético dos fãs. Pode ser uma das primeiras vezes na história do cinema que um personagem foi tão completamente resgatados.

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Vin Diesel – Velozes e Furiosos3

Velozes e Furiosos foi um grande hit em 2001, com uma trama que era praticamente uma cópia de Caçadores de Emoção: Além do Limite – exceto que com carros e Vin Diesel. Apesar desse pedigree instável, o filme foi surpreendentemente bem e ganhou uma sequência, que se saiu muito bem também. O próximo filme, Desafio de Tóquio, substituiu quase todo o elenco e não focou nas corridas legais, mas em corridas “underground” – e os fãs odiaram. Desafio de Tóquio acabou sendo o filme de menor bilheteria da franquia. No entanto, no final, uma participação especial surpresa de Vin Diesel conseguiu entusiasmar a todos. Foi Vin Diesel! Ele é incrível – pergunte ao Groot! O filme seguinte trouxe de volta Vin Diesel, Paul Walker e mais outros do filme original e se tornou a maior entrada de bilheteria da franquia com mais de US$ 363 milhões, provando que a verdadeira ignição de Velozes e Furiosos é Vin Diesel.

The Rock – Velozes e Furiosos4

Sim, Vin Diesel salvou a franquia Velozes e Furiosos, mas há algo a ser dito sobre a adição de Dwayne “The Rock” Johnson pra franquia também. The Rock entrou no quinto Velozes e Furiosos, fazendo desse filme em particular o novo grande fabricante de dinheiro, arrecadando US$ 626 milhões. O sexto filme ganhou US$ 788 milhões e o sétimo fez a impressionante marca de $ 1,5 bilhões no mundo, comprovando que a combinação de Rock e Diesel é imbatível.

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Daniel Craig – James Bond5

A franquia 007 está em produção contínua desde 1962 e fez mais de US$ 6 bilhões levando em conta 24 filmes até hoje. É seguro dizer que a franquia é bastante confiável e popular. Mas não foi sempre assim. Através dos anos 80 e 90, a franquia começou a vacilar. Licença para Matar em 1989 se saiu mal e colocou um fim à franquia por seis anos devido a questões legais e, em parte, a uma falta de interesse de Timothy Dalton no papel principal. Quando a franquia retornou em 1995 com Pierce Brosnan como James Bond em quatro filmes, a série foi bem sucedida-financeiramente, mas não impressionou os críticos. Isso foi até 2006, quando Daniel Craig finalmente deu aos fãs um 007 sombrio e realista, sem bugigangas patetas ou vilões de desenhos animados. Ele era apenas um espião fodão que sabia chutar bandidos – e os fãs e críticos adoraram.

Mark Ruffalo – Hulk6

O Hulk tem um lugar estranho no Universo Cinematográfico Marvel. Enquanto o Homem de Ferro, Capitão América e Thor todos tiveram bons filmes, o Hulk tentou, mas não agradou duas vezes, uma vez com Eric Bana e outra com Ed Norton. Ambos os filmes não conseguiram encontrar seu ritmo e a audiência não se impressionou. Se não fosse pela pequena participação de Tony Stark no final do segundo filme, você teria suspeitado que o personagem estava prestes a ser completamente descartado devido à falta de interesse. O Hulk teve uma terceira chance em 2012 nos Vingadores, desta vez com Mark Ruffalo como o cara que você não quer irritar – e o personagem foi o sucesso de destaque no filme. Quando ele reprisou o papel n’A Era de Ultron, sua história com a Viúva Negra foi uma das melhores partes do filme, provando que você pode incluir um monstro de efeitos especiais verde como parte de um elenco e vê-lo se destacar como o elemento mais humano do enredo.